Levantamento inédito identifica 560 empresas do setor audiovisual em Niterói

Leonardo Sodré
·2 minuto de leitura
Marcio Alves/2-10-2018 / Agência O Globo

NITERÓI — O setor audiovisual em Niterói reúne 560 empresas, 69% delas criadas por microempreendedores individuais (MEIs). É o que mostra um levantamento inédito do Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais (SMIIC), que contabilizou 15.229 organizações atuando na cidade em diversas atividades ligadas à cultura.

Dos ramos da produção artística, o setor audiovisual é o quarto com maior número de empresas, atrás apenas de eventos (2.147), mercado editorial (1.093) e moda (1.045). Entre as empresas de cultura da cidade há 9.549 MEIs, 3.673 micros (até nove funcionários), 1.453 pequenas (de dez a 49 funcionários), 305 médias (50 a 99 funcionários) e 185 grandes (cem ou mais funcionários). Outras 64 não declararam tamanho. A maior parte das empresas culturais fica em Icaraí (19,7%), na Região Oceânica (17,7%) e no Centro (15,8%).

Os dados constam do primeiro relatório do mapa da cultura do SMIIC, previsto na lei que criou o Sistema Municipal de Cultura de Niterói, em 2015, mas que até então não havia sido implementado. O estudo considerou como empresas culturais as que atuam nas áreas de arquitetura, artes cênicas, audiovisual, design, mercado editorial, eventos, fotografia, moda, música, patrimônio, artes visuais, tecnologia da informação, expressões do artesanato, folclore e gastronomia. O objetivo é coletar e sistematizar as informações para auxiliar na elaboração de políticas públicas.

Demissões em 2020

O relatório divulgado pela prefeitura não apresenta o número total de demissões no setor da cultura no ano passado, durante o fechamento dos equipamentos culturais em razão da epidemia de Covid-19. No entanto, traz alguns recortes que revelam redução de postos de trabalho. O setor de produção artística para espetáculos, por exemplo, demitiu 19 profissionais em 2020, oito deles em abril. No ramo de alimentação para eventos, foram 66 demissões, com picos em março (38) e abril (17). As empresas que prestam serviços de arquitetura demitiram 62 funcionários: abril (11 demissões) e maio (24) foram os piores meses.

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