Levantamento mostra que isolamento começou a achatar a curva de coronavírus em SP

CAROLINA MORAES
·2 minuto de leitura
SAO PAULO, March 22, 2020 -- A woman wears a face mask inside a subway train in Sao Paulo, Brazil, March 22, 2020. Many countries in Latin America have imposed quarantines to stop the COVID-19 spread, as more and more confirmed cases were reported. In Brazil, one of the hardest-hit countries in the region, the number of cases rose to 1,128 on Saturday, with 18 deaths. In the 26 Brazilian states hit by the virus, Sao Paulo, the worst-hit one, has confirmed 459 cases and 15 deaths. As a result, authorities on March 21 ordered a quarantine and a halt to most economic activities for 15 days. (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty) (Xinhua/La Heer·patelasuo via Getty Images)
Mulher usa máscara no metrô de São Paulo (Rahel Patrasso/Xinhua via Getty) (Xinhua/La Heer·patelasuo via Getty Images)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um levantamento indica que o distanciamento social diminuiu a taxa de crescimento dos casos de coronavírus no estado de São Paulo.

Os dados do Ministério da Saúde, compilados pelo professor de física da Universidade de São Paulo (USP) José Fernando Diniz Chubaci, comparam os crescimentos do estado de São Paulo, do Brasil e do país sem o estado de São Paulo.

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É a partir do 18º dia de casos no país, dia 15 de março, que a taxa de crescimento da curva referente ao estado de São Paulo começa a diminuir, explica Chubaci.

Entre os dias 18 e 19 de março, cerca de uma semana após as primeiras ações para conter o vírus, como cancelamento de aulas em escolas e universidades, o número de casos confirmados no resto do país passa a ser maior do que no estado paulista.

O fechamento de serviços não essenciais em São Paulo começou em 24 de março e foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB) no sábado (21).

Nesta quinta (26), o governo Doria afirmou que as medidas de isolamento adotadas até o momento já fizeram efeito para a redução da disseminação do coronavírus no estado de São Paulo.

"O que gostaria de observar se vocês se lembram bem nós éramos praticamente 90% dos casos do Brasil; agora, nós somos 30% dos casos, o que significa que existe uma expansão da epidemia de forma acelerada", disse o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann. "O que mostra para nós neste cenário que as medidas de restrição de mobilidade estão sendo suficientes ou pelo menos colaborando de forma efetiva para que a gente tenha 862 casos [de um total de 2.433 no país]".

Chubaci afirma que os dados não refletem uma tendência e são um retrato do que aconteceu desde o primeiro caso confirmado da doença no Brasil. "Isso indica para a gente quais são as políticas a serem seguidas", afirma o pesquisador.

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