Lewandowski determina que Bolsonaro dê informações sobre Copa América no Brasil

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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 23.10.2019 - O ministro Ricardo Lewandowski. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 23.10.2019 - O ministro Ricardo Lewandowski. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski determinou que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), conceda informações sobre o anúncio de que o Brasil será a sede da Copa América entre junho e julho deste ano.

"Considerando a importância da matéria e a emergência de saúde pública decorrente do surto do coronavírus, bem como a urgência que o caso requer, solicitem-se prévias informações ao presidente da República", afirma o ministro.

Lewandowski atendeu a uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada à corte pelo PT. O partido pede que o STF determine a interrupção de todo e qualquer preparativo que viabilize a realização da Copa América em território brasileiro e declare como inconstitucional a autorização para o campeonato.

"[O governo federal] deu imediato aval para a realização do evento, sem se preocupar com o avanço epidemiológico enfrentado pelo país, muito menos consultando os demais entes federativos sobre sua concepção sobre o caso", afirma o PT na ação.

"Isso significará o trânsito de milhares de pessoas advindas de outros países por diferentes regiões, utilizando-se da malha aeroviária brasileira, fazendo contato com passageiros que irão se deslocar para todos os cantos do Brasil e do mundo", segue.

A competição entre as seleções sul-americanas de futebol ficou sem sede no último domingo (30), quando a Argentina abriu mão de recebê-la pelo aumento de casos de Covid-19 em seu território –a Colômbia, que dividiria os jogos com a Argentina, sob tensão social, fora descartada dias antes.

Horas depois, na manhã de segunda-feira (31), o Brasil abraçou o torneio, segundo a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Diante da repercussão negativa do anúncio feito pela entidade, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou no início da noite de segunda que a realização da Copa América no país ainda não está definida, mas disse que o evento, caso ocorra, deverá seguir protocolos sanitários e ter a vacinação de atletas e comitivas.

"Não tem nada certo. Estamos no meio do processo, mas não vamos nos furtar a uma demanda, caso seja possível atender", declarou Ramos.

Não está claro como seria feita essa logística para que todos recebessem as duas doses da vacina antes do início da rodada inaugural. O intervalo entre cada dose, a depender do imunizante, pode variar de 21 dias a três meses.

A Conmebol sabia desde a última sexta-feira (28) sobre as dificuldades da Argentina para abrigar a competição deste ano e já buscava alternativas. O Brasil apareceu como salvador do torneio.

A preferência da confederação era por realizar o evento nos Estados Unidos, caso a Argentina realmente pulasse fora do barco. Mas a nação da América do Norte não aceitou.

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