Licitação para bilhetagem eletrônica de ônibus no Rio recebe proposta de empresas e consórcios

Teve início às 11 horas desta terça-feira a licitação da Prefeitura do Rio para implantação e operação de um novo sistema de bilhetagem eletrônica na cidade. A implantação do serviço, acredita o município, vai permitir um melhor planejamento do transporte por ônibus, possibilitando o controle direto das receitas do sistema.

Duas empresas e dois consórcios apresentaram propostas. A comissão de licitação agora analisa os documentos. Como se trata de um pregão, haverá um leilão para a escolha do vencedor. As empresas participantes de forma isolada ou em consórcios são as seguintes: Sonda Mobilty; Consórcio Tacom (formado por Tacom Projetos e Tacom Ltda); Consórcio Bilhete Digital (formado por RFC Rastreamento de Frotas Ltda e Auto Tijuca Participações Ltda); e Autopass.

Com a concessão, termina também o monopólio do controle da bilhetagem pelo Riocard, ligado às empresas que operam o sistema. O edital previa que o Riocard ficaria de fora porque, segundo a tese da prefeitura, o controle da receita não pode ficar com quem opera. Com as mudanças, haverá uma convivência entre os dois sistemas, já que o Riocard continuará a ser aceito em metrô, trens, barcas e linhas intermunicipais que ligam o Rio a outras cidades.

— Nós trabalhamos com dois prazos para a concessão. A partir da assinatura do contrato a empresa terá seis meses para iniciar a operação pelos corredores do BRT. Nas linhas da cidade, o prazo final é de 18 meses — explicou a secretária municipal de Transportes, Maina Celidonio.

Essa foi a segunda vez que a prefeitura tentou licitar o sistema de bilhetagem eletrônica. Em dezembro do ano passado, representantes de duas empresas chegaram a comparecer à sessão, mas não apresentaram propostas.

Com a licitação declarada deserta, a Secretaria municipal de Transportes mudou o escopo do edital para tornar a concorrência mais vantajosa. O percentual estipulado como taxa de administração passou a ser de até 4% do valor total da tarifa: ou seja, a cada R$ 100 pagos no bilhete único, R$ 4 ficariam para o operador. Na primeira versão, esse percentual era de 3,5%. A taxa de outorga também mudou. No primeiro edital, o valor mínimo era de R$ 10,8 milhões. Agora, a prefeitura aceita receber no mínimo R$ 5,2 milhões do vencedor. O prazo de concessão é de 12 anos.

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