"Não vejo nenhuma intenção do presidente em politizar as Forças Armadas", diz líder do governo

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
<p>Membro do Centrão, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)
Membro do Centrão, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)
  • Líder do governo na Câmara não vê risco à democracia com reforma ministerial do governo

  • Deputado Ricardo Barros afirmou que deslocamento nos ministérios se deu por acomodação política

  • Bolsonaro oficializou 6 mudanças no comando da Esplanada em uma 'mini-reforma ministerial'

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) acredita que a reforma ministerial realizada pelo presidente Jair Bolsonaro ontem não indica um risco à democracia brasileira. Em entrevista à CNN nesta terça-feira (30), ele afirmou que o deslocamento dos ministérios se deu por acomodação política.

"[Era necessário] acomodar o general [Luiz Eduardo] Ramos na Casa Civil, e o general Braga [Netto] na Defesa", afirmou. "Ele [Braga] é um general próximo ao presidente e, obviamente, é necessário que algumas peças abram espaço para a articulação. Não vejo nenhuma intenção do presidente em politizar as Forças Armadas. Foi apenas um movimento de acomodação", avaliou Barros.

Leia também:

"As Forças Armadas são o Estado brasileiro, não são o governo. O ministro Fernando Azevedo vinha fazendo um bom trabalho, mas foi pedido sua vaga para acomodar o general Braga Netto, que é mais próximo do presidente, alinhado com seu pensamento. Eu não vejo em nenhum momento a tentativa de politizar a ação das Forças Armadas brasileiras", acrescentou o deputado.

Na avaliação do líder do governo, o Brasil vive um ambiente tranquilo politicamente e não há sinalizações de mudanças no regime democrático. "Até porque o Brasil já passou por vários testes sobre sua capacidade de manter o estado democrático, [como] dois impeachments, e superou a todos", completou. "As disputas são mais de retórica, de ideologia do que de posicionamento”.

Ricardo Barros também disse que as alterações ministeriais foram para atender “reivindicações de alinhamento do pensamento” à centro-direita. "Direita porque o presidente é de direita, e centro porque é ele que sustenta o governo no Parlamento. Então, esse foi o alinhamento que, no conjunto, foi uma medida boa do presidente da República e alinha mais o governo ao pensamento da base”.

Veja lista das pastas que terão novo ministro:

  • Casa Civil: sai Walter Braga Neto, entra Luiz Eduardo Ramos

  • Secretaria de Governo: sai Luiz Eduardo Ramos, entra deputada Flávia Arruda (PL-DF)

  • Advocacia-Geral da União (AGU): sai José Levi, entra André Mendonça

  • Ministério da Defesa: sai Fernando Azevedo, entra Walter Braga Neto

  • Ministério da Justiça e Segurança Pública: sai André Mendonça, entra Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do DF

  • Ministério das Relações Exteriores: sai Ernesto Araújo, entra o embaixador Carlos Alberto Franco França.