Líder do 'novo cangaço' mais procurado do país é preso no interior de SP

Danilo dos Santos Albino, líder do 'novo cangaço', foi preso em Atibaia (SP). (Foto: Reprodução)
Danilo dos Santos Albino, líder do 'novo cangaço', foi preso em Atibaia (SP). (Foto: Reprodução)
  • Danilo dos Santos Albino tinha quatro mandados de prisão contra ele

  • Suspeito atuou no mega-assalto de Araçatuba

  • Ele tinha ligação com 'domínio de cidades', prática do 'novo cangaço'

Danilo dos Santos Albino, de 38 anos, foi preso na tarde desta segunda-feira (1), em Atibaia, no interior de São Paulo, durante uma operação de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele liderou assaltos a agências bancárias, no estilo do “novo cangaço”, e era um dos suspeitos mais procurados do país.

Danilo tem quatro mandados de prisão contra ele por crimes cometidos entre 2015 e 2021. Entre as acusações, estão a formação de quadrilha com fuzis, uso de explosivos em carros blindados e uso de civis como escudos humanos. Ele teria roubado cerca de R$ 2 milhões durante assaltos.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, ele também tinha ligação com ações de “domínio de cidades”, uma atividade do “novo cangaço”, que mantinha a população dos municípios em clima de medo.

Entre os assaltos que participou, está o de Araçatuba (SP), que ocorreu em 30 de agosto de 2021. O mega-assalto ficou marcado por ter sido usado o maior número de explosivos em um roubo no país, de acordo com a Associação Mato-Grossense para o Fomento e Desenvolvimento da Segurança.

Lista de procurados tinha quatro chefes

Além de Danilo, outros três homens eram apontados como líderes do “novo cangaço”, que foram mortos em confrontos policiais no período de um mês.

Em 31 de maio, foi morto Raimundo Aparecido dos Santos, conhecido como Dica. Ele foi abordado por policiais na zona rural de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal. A Polícia Militar afirma que houve troca de tiros e Dica acabou baleado. Ele levava armas e uma carteira de identidade falsa.

Dica era apontado como fornecedor de armas para os 25 membros de uma quadrilha que foram mortos em Varginha (MG), quando se preparavam para realizar um assalto a um banco. O caso ficou conhecido como a ação policial mais letal do país contra o “novo cangaço”.

Em 23 de junho, a polícia matou Gewides Moreira dos Santos, o Cocheba. Ele passava de carro pela zona rural de Peixe (TO), quando foi abordado por policiais civis e militares do Tocantins.

Por fim, Edvaldo Silva Santos, o Edvaldo da Manga, foi morto a tiros. Ele estava com a esposa e filhos em uma rua de Cabrobó (PE), quando foi atingido por disparos de dois suspeitos que estavam de moto.

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