Líder de bloqueios golpistas em SC é próximo de Bolsonaro

Apoiadores de Jair Bolsonaro pedem intervenção federal em frente ao quartel do 63º Batalhão de Infantaria em Estreito, na região metropolitana de Florianópolis, Santa Catarina (Foto: ANDERSON COELHO/AFP via Getty Images)
Apoiadores de Jair Bolsonaro pedem intervenção federal em frente ao quartel do 63º Batalhão de Infantaria em Estreito, na região metropolitana de Florianópolis, Santa Catarina (Foto: ANDERSON COELHO/AFP via Getty Images)
  • Empresário Emilio Dalçoquio Neto e Jair Bolsonaro têm uma relação de intimidade

  • Os dois tiveram diversos encontros nos últimos anos

  • Apoiador do presidente apareceu em vídeo incitando atos golpistas

O empresário catarinense Emilio Dalçoquio Neto, de 57 anos, foi identificado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) como um dos líderes dos bloqueios golpistas em rodovias de Santa Catarina. De acordo com a polícia, ele tem uma relação de amizade com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que saiu derrotado em sua tentativa de reeleição.

Segundo reportagem do portal UOL, o empresário e Bolsonaro já tiveram uma conversa ao pé do ouvido durante campanha do segundo turno e em diversos outros encontros nos últimos anos.

No dia 30 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente e, consequentemente, Bolsonaro perdeu a reeleição, Dalçoquio apareceu em um vídeo incitando atos golpistas.

Aos gritos, ele disse para "não aceitar o comunismo no Brasil" e cogitou até uma escalada de violência nos bloqueios. "Por enquanto, pacificamente. Por enquanto", falou.

A PRF apontou o empresário como uma das lideranças das paralisações em estradas catarinenses em e-mail encaminhado pela entidade à Procuradoria-Regional da União da 4ª Região (PRU4) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A notificação foi feita em 31 de outubro, dia seguinte ao segundo turno das eleições e em meio ao auge dos bloqueios.

O empresário, que é herdeiro da Transportes Dalçoquio, fundada em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, é apontado por pessoas próximas como um dos principais aliados de Bolsonaro, com quem mantém uma relação de intimidade.

No entanto, o empresário se posicionou sobre a suspeita de ser uma das lideranças nos atos em seu perfil em uma rede social, e negou ter qualquer tipo de responsabilidade na organização dos protestos, ainda segundo o portal UOL.

"Assim como é garantido a todo cidadão, tenho o direito de me manifestar de forma ordeira e pacífica, nos exatos limites da liberdade de expressão prevista na Constituição Federal", escreveu, em um dos trechos da publicação.