Líder do PCC afirma que PT tinha “diálogo cabuloso” com facção

Reprodução/Facebook

Em telefonemas interceptados pela Polícia Federal e obtidos pelo jornalista Fausto Macedo, do Estadão, uma dita liderança do PCC discute sobre o governo Bolsonaro, criticando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. E afirma: “O PT tinha um diálogo com nóis cabuloso” (sic).

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As conversas foram captadas pela Operação Cravada, que mira o núcleo financeiro da organização. Um dos alvos é Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como Elias ou Veio, um dos integrantes da facção transferidos para presídios federais. De acordo com as investigações, ele exerce a função de controlar as contas bancárias, utilizadas pela organização para movimentar o dinheiro do tráfico de drogas.

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Em uma das conversas, de 22 de abril, ele diz a Salim, o André Luiz de Oliveira: “Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. O… o… quem tá na linha de frente. Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê?” (sic).

O traficante segue criticando Sergio Moro e explicando a suposta relação que a facção mantinha com o Partido dos Trabalhadores: “Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano….” (sic)

A Polícia Federal diz no relatório de interceptações telefônicas que apurar os vínculos da organização criminosa com partidos políticos não está dentro dos objetivos da operação, mas que as descobertas levaram ao encerramento da fase sigilosa da investigação.

Em resposta às acusações, o PT afirma ao Estado que “esta é mais uma armação como tantas outras forjadas contra o PT, e vem no momento em que a Polícia Federal está subordinada a um ministro acuado pela revelação de suas condutas criminosas.”

Clique aqui para ver os documentos obtidos pelo Estadão.