Opaq defende "neutralidade" de investigação do caso Skripal

Haia, 18 abr (EFE).- A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) defendeu nesta quarta-feira a "integridade" de seus laboratórios e a "neutralidade" da investigação em torno do envenenamento do ex-agente Sergei Skripal e sua filha Iulia, perante as acusações russas de imparcialidade.

"Com relação às declarações públicas feitas por funcionários de Estados Partes individuais, podem ter segurança sobre a credibilidade e as integridade da nossa rede (de laboratórios)", disse o diretor da OPAQ, Ahmet Üzümcü.

O diretor acrescentou que os laboratórios externos com os quais a OPAQ trabalha são conscientes da "importância da confidencialidade nas regras técnicas" e que a organização "não responderá publicamente" às declarações críticas com o trabalho de sua equipe.

O diretor da organização lembrou que a equipe que se transferiu à cidade britânica de Salisbury para tomar amostras de sangue das vítimas do envenenamento "se limitava à assistência técnica" ao Reino Unido, mas "não era parte da investigação interna" que nosso país está fazendo no caso Skripal.

A OPAQ reage assim às vozes que desde a Rússia, como o seu ministro de Relações Exteriores, Serguey Lavrov, põem em dúvida a independência dos laboratórios que fizeram as análises e cujos resultados confirmaram a teoria britânica de origem russa do veneno utilizado no ataque contra Skripal e a sua filha.

A Rússia pediu desde o começo uma "investigação multilateral, aberta e imparcial" na qual tomem parte seus especialistas, uma questão que a OPAQ negou porque não quis envolver nenhuma das partes envolvidas no caso.

Esta organização celebra hoje uma reunião solicitada por Londres com representantes de todos os Estados partes para debater os resultados da investigação, ainda em andamento, do envenenamento de Skripal. EFE