Liga das Nações: Brasil equilibra, mas não resiste à solidez dos EUA, tricampeãs da competição

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Não foi dessa vez que o Brasil conseguiu quebrar a hegemonia norte-americana na Liga das Nações. Em reedição da final de 2019, e que pode ser um confronto de fase decisiva em Tóquio, Brasil e Estados Unidos fizeram um jogaço a menos de um mês do início dos Jogos: três sets a um para os EUA.

O título é o terceiro seguido em três edições da Liga das Nações da equipe norte-americana, o segundo seguido sobre o Brasil. As americanas, um do principais times da competição, vinham de um recorde de 14 de 15 partidas vencidas na fase preliminar.

Foram 13 pontos de bloqueio das norte-americanas, e os destaques foram Bartsch (22 pontos), Thompson (16) e Drews (12). Pelo lado do Brasil, Gabi (18 pontos) fez grande partida ofensiva, e Carol foi gigante na defesa (17 pontos, sendo 8 de bloqueio). Tandara também foi destaque, com 17.

Enquanto o técnico José Roberto Guimarães ainda tenta encontrar a lista ideal para Tóquio, sua equipe deu mostras de que faltam pequenos ajustes naturais de jogo para que a equipe brigue de cabeça com as gigantes. As brasileiras foram superiores às americanas em muitos momentos da partida, mas viram as adversárias fazerem excelente jogo na defesa e serem mais eficientes em lances decisivos.

O jogo

Equilíbrio marcou todo o primeiro set. O Brasil buscava espaços no bom trabalho de defesa das norte-americanas, virou na metade do período e chegou a abrir quatro pontos de diferença (17 a 13), com Fernanda Garay. As brasileiras chegaram ao set point, mas viram as rivais virarem em erro de ataque Tandara, maior pontuadora da partida até então. O momento decisivo veio com a checagem de vídeo de um bloqueio norte-americano, que voltaria a dar a liderança (26 a 25) aos EUA. A arbitragem identificou toque do bloqueio na rede e o Brasil teve tranquilidade para fechar o set: 28 a 26.

Na volta, um rally abriu mais um set muito apertado, dessa vez vencido pelas norte-americanas. O Brasil foi bem no ataque com Gabi, autora de cinco pontos, mas esbarrou na ansiedade e na boa atuação de Thompson, que já havia cravado dois aces no início de set, e terminou com os mesmos cinco pontos de Gabi no 25 a 23 para as americanas.

O Brasil começou muito bem a terceira etapa, e freou os empolgados ataques americanos com um bom trabalho de bloqueio, em especial de Carol. Bem na recepção e na distribuição, os EUA fizeram jogo duro, e uma decisaõ da arbitragem, de invasão de Macris em ataque, irritou as brasileiras quando o perído estava em 13 a 12 para os EUA. o set ficou em 25 a 23 para as americanas.

O Brasil abriu o quarto set com domínio, e chegou a abrir boa vantagem, em boa atuação de Carol. Mas as dificuldades nos detalhes e nas inversões, somada à grande atuação de Drews, conduziram os EUA a um final de período de muita eficiência. 25 a 21 e tricampeonato.

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