"Lightyear" é o melhor filme para o mês do orgulho LGBTQIA+ e podemos provar!

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Gerações inteiras de jovens adultos foram marcados pelos filmes da franquia Toy Story, que conta a história do menino Andy e seus brinquedos falantes. Agora, a Disney traz de volta este universo para as telonas com a estreia de “Lightyear”, produção que conta a origem do patrulheiro Buzz. A redação do Yahoo já assistiu ao longa, e contamos para você por que ele é perfeito para o mês do orgulho LGBTQIA+, celebrado em junho.

Os primeiros momentos do filme são para explicar que aquela história inspirou a criação do famoso boneco de Toy Story. Ou seja, o público está prestes a conhecer o homem por trás da icônica frase “ao infinito e além”. Com a dublagem certeira de Marcos Mion, Buzz inicia sua jornada com sua melhor amiga, a Alisha Hawthorne. Eles são patrulheiros da galáxia, e foram enviados em uma missão que acaba saindo de controle.

A relação de respeito e amizade entre Buzz e Alisha é o que dá o tom ao longa, mas o que chama a atenção é a forma como a sexualidade da personagem é introduzida de forma natural na história. Ainda no início do filme, Alisha dá a entender que está apaixonada por alguém, e sem rodeios, Buzz pergunta quem é a sortuda.

Não houve uma saída do armário forçada, questionamentos, e muito menos reações problemáticas e homofóbicas dentro do roteiro. Alisha é uma personagem assumidamente lésbica, que encontra o amor e constrói uma família linda ao longo da história. Além disso, ela segue sendo lembrada com respeito e admiração pelos outros personagens até os momentos finais.

Diferente de outras produções que falam sobre casais sáficos, “Lightyear” apresenta a relação entre duas mulheres de forma fluída, com um final bastante feliz para as duas. Elas se casam, constroem um legado, têm um filho e até uma neta - algo raro de se ver.

Reações ao filme

Antes mesmo de estrear, “Lightyear” já enfrentou polêmicas justamente por conta das cenas entre o casal lésbico. Segundo a revista Variety, o filme não será exibido nos Emirados Árabes e Arábia Saudita, entre outros territórios do sudoeste asiático.

A cena em que elas trocam um beijo, inclusive, havia sido retirada do filme pela Disney. Ela foi recolocada na produção (ainda bem!) por conta de protestos de funcionários do estúdio.

Essa movimentação evidencia algo que ainda é bastante presente: relações LGBTQIA+ não são normalizadas no audiovisual. Ainda é preciso que a comunidade se organize para lutar por representatividade, mesmo que ela seja entregue em poucos minutos de uma animação.

Apesar das polêmicas envolvendo essas cenas, foi positiva a decisão da Disney de manter Alisha e sua namorada nas telonas. Em junho, o mês do orgulho LGBTQIA+ é celebrado em quase todos os lugares do mundo, e nada melhor do que comemorar com uma nova personagem para representar a comunidade e suas relações.

“Lightyear” chega aos cinemas brasileiros em 16 de junho.

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