Lili AM versa a liberdade feminina em "Fala Meu Nome": "Meu som é para as mulheres"

Capa do single
Capa do single "Fala Meu Nome", de Lili Am. (Foto: Divulgação/Real Records)

Mineira do interior, Lili Am se apaixonou pela música sob influências da mãe e encontrou no rap uma plataforma para expressar suas opiniões. Suas letras são um lugar de segurança para cantar sobre ser mulher.

Escritas em freestyle, suas canções abordam a liberdade e a potência da mulher. Foi assim que nasceu "Fala Meu Nome", seu novo single assinado por Pep Starling. "Em todas as minhas músicas, eu coloco a mulher no real lugar de protagonista das situações", contou Lili em entrevista ao Yahoo. "Meu som é para as mulheres".

No clipe da canção, que ainda não ganhou data de lançamento, a artista fará uma representação do que sente e se torna ao se apaixonar por um homem. Através de uma estética bem psicodélica, ela vai retratar toda a feminilidade no momento em que sentimentos tão intensos desabrocham. "Mas de acordo com que o amor aumenta, a gente vai virando um monstro porque não nos ensinaram a amar. Não nos ensinaram o amor. Tudo é muito tóxico", explicou ela.

Além de compor suas próprias canções, Lili participa inteiramente dos processos criativos de seus projetos, da escolha do beat, da concepção e da direção. "Com ajuda de toda uma equipe que compra as minhas ideias e que colaboram e que acrescentam mas a essência sempre vem de mim. Trago coisas que vivem dentro do meu inconsciente, coisas que eu idealizo, universos que eu transito".

Suas referências vão de Elis Regina a Alceu Valença, passando por Zé Ramalho, Zé Geraldo, Raul Seixas, Anitta e claro, muitos nomes do rap nacional como Azzy, Flora Matos, Karol Conká, MC Júlia e Negra Li. Com inspiração em tantos nomes fortes, elas escreve músicas que abordam tudo que aquilo sonha para si, suas filhas, amigas e todas as mulheres: “Essa liberdade que nos foi tomada em algum ponto, que eu não sei qual, mas que a gente tem muita sede de recuperar e de poder viver livremente sem medo de ser nós mesmos”.

De acordo com Lili, suas composições são um processo de resgate e de apropriação da sua sexualidade e da sua voz para se posicionar na sociedade. "Me aproprio da nossa voz para mostrar que nós podemos sim usá-la", completou.