Lira diz que explicações de presidente da Petrobras sobre preços dos combustíveis não foram satisfatórias

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BRASÍLIA — O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), voltou a criticar a postura da Petrobras durante a crise energética. Em live promovida por uma corretora de investimentos nesta quinta-feira, Lira afirmou que as explicações do presidente da estatal na última terça-feira não foram satisfatórias.

O presidente da Câmara centrou seus ataques sobretudo em relação à política de preços da Petrobras, mas ressaltou que não deseja o retorno do tabelamento do valor dos combustíveis na bomba. Contudo, destacou que a empresa precisa dar mais informações para a sociedade.

— Eu não achei que foram satistaftórias as explicações do presidente da Petrobras. Precisamos de mais esclarecimentos — afirmou durante transmissão da "Necton Investimentos".

Lira criticou principalmente o preço do gás. Segundo ele, a Petrobras extrai gás do pré-sal e exporta a US$ 2 e importa do Oriente Médio a US$ 3. Entretanto, ainda segundo Lira, o preço cobrado do consumidor é de US$ 10 porque o gás passa pelos gasodutos.

O presidente destacou ainda que a política tem aumentado ainda mais a crise energética pela qual passa o país, impedindo o funcionamento de algumas usinas termelétricas, que estão paradas. Com a seca que atingiu todo o país e vem diminuindo o nível dos reservatórios, o governo federal tem apelado a esse tipo de geração de energia para evitar umapagão.

— Se há um problema, lógico que temos que atacar o problema. Temos oito a nove térmicas paradas nesse momento — disse Lira, que completou: — Isso vai refletir no bolso daquele que está passando por dificuldades e muitos que estão se acidentando. Aumentaram os acidentes com álcool, lenha e combustíveis fósseis que as pessoas estão utilizando para poderem se alimentar.

Reforma administrativa

Ainda na transmissão, Lira disse que espera que o relator da reforma administrativa, o deputado Arthur Maia (DEM-BA) leia o relatório sobre a reforma administrativa ainda nesta quinta-feira.

A leitura do texto permitira seu encaminhamento para votação na comissão especial que analisa a matéria. Caso seja aprovado, a reforma, segundo Lira, já poderia ir para plenário,possivelmente na próxima semana.

O projeto é uma das prioridades tanto do governo quanto do presidente da Câmara. Segundo ele, apesar de críticas sobre as mudanças no projeto, o texto final deve ser aquele capaz de ser aprovado.

— Sempre defendo no Congresso o que é possível fazer no momento. Dizem que o ideal era fazer isso fazer aquilo mas na realidade não entrega nada. O mundo é real é feito de possibilidades — disse.

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