Lira e Pacheco levarão proposta de empresários a Bolsonaro, como vacinação por companhias privadas

Paulo Cappelli
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BRASÍLIA - Os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), levarão amanhã ao presidente Jair Bolsonaro ao menos três propostas que receberam ontem de empresários do setor hospitalar, de planos de saúde e de bancos, para o enfrentamento à pandemia. No encontro de ontem, empresários disseram que gostariam de colaborar com o poder público em meio à dificuldade do governo de conduzir o combate ao Covid-19.

Representantes do setor hospitalar querem que o governo zere a alíquota de importação de insumos hospitalares, em falta nas unidades, para que possam abasteçer a rede e montem estoque para o médio prazo. Também será discutido um pleito de empresas que querem autorização para comprar vacinas diretamente com fabricantes para aplicar em seus funcionários. Será levada ainda a Bolsonaro uma proposta sugerida por Lira, que deverá ser votada nos próximos dias no Congresso, que permite incentivo fiscal para empresas e pessoas físicas que financiarem, para o Sistema Único de Saúde, leitos para tratamento de Covid-19, como O GLOBO antecipou nesta segunda-feira. Uma das ideias previstas é o abatimento no Imposto de Renda.

Empresários que se encontraram ontem com Pacheco e Lira alegam que a aquisição de vacinas para aplicar em seus funcionários não representaria desrespeito à fila de vacinação. O grupo argumenta que as vacinas seriam compradas diretamente com fabricantes e que o impacto nos hospitais públicos seria positivo, tendo em vista que os funcionários vacinados por essas companhias não precisariam se vacinar no sistema público e, assim, abririam espaço para agilizar a aplicação de doses. Caso esse pleito seja atendido, a expectativa é que a previsão legal seja estabelecida por Medida Provisória.