Lira ignora agressão a membro do Datafolha e pede punição a institutos de pesquisa

Arthur Lira é presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Arthur Lira é presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

O presidente da Câmara e candidato à reeleição, Arthur Lira (PP-AL), pediu a punição de institutos de pesquisa que “erram demasiado ou intencionalmente”. A declaração, feita nas redes sociais, foi feita um dia depois de uma agressão contra um pesquisador do Datafolha por um bolsonarista.

“Nada justifica resultados tão divergentes dos institutos de pesquisas. Alguém está errando ou prestando um desserviço. Urge estabelecer medidas legais que punam os institutos que erram demasiado ou intencionalmente para prejudicar qualquer candidatura”, escreveu Lira nas redes sociais.

“Não podemos permitir que haja manipulações de resultados em pesquisas eleitorais. Isso fere a democracia.”

Por outro lado, Lira não se pronunciou sobre a agressão contra o pesquisador do Datafolha no interior de São Paulo.

Pacheco repudia agressão

Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, usou as redes sociais para prestar solidariedade ao pesquisador do Datafolha agredido na tarde de terça-feira (20) com chutes e socos por um bolsonarista em Ariranha (a 378 km de São Paulo).

"Manifesto minha solidariedade ao pesquisador do Datafolha que foi agredido, de forma covarde, enquanto realizava o seu trabalho", publicou Pacheco nas redes sociais.

O presidente do Senado disse ainda que a agressão foi "mais um ato suspeito de violência política".

A agressão faz parte de uma escalada de hostilidade contra profissionais do instituto em meio ao processo eleitoral.

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