Lira pede a Guedes solução imediata para auxílio: 'Urge que nos dê alternativa viável'

Bruno Góes
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BRASÍLIA —O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu nesta quinta-feira uma solução rápida ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para a criação de um novo auxílio emergencial. Sem uma definição do valor a ser pago aos beneficiários e de onde sairá o dinheiro, Lira destacou a importância da discussão do Orçamento e do encaminhando da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial que abre espaço para mais gastos. Entretanto, pediu uma ação imediata de Guedes.

Auxílio emergencial: Governo planeja anunciar volta do benefício depois do carnaval, fora do teto de gastos— Urge que o ministro Guedes nos dê, com sensibilidade do governo, uma alternativa viável, dentro dos parâmetros da economia como ele pensa, e como a sociedade deseja. A situação está ficando crítica na população e precisamos encontrar uma alternativa — disse Lira.Lira afirmou que, nas últimas reuniões com a equipe econômica, tratou com Guedes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sobre o assunto. Entretanto, ressaltou que é preciso uma sinalização clara.— O governo e o ministro Guedes têm de rapidamente encontrar uma alternativa de solução imediata do auxílio, nós sabemos que as PECs do Senado, emergencial e pacto federativo, serão importantes para orçamentariamente para manter todas as regras de teto.Lira também demonstrou preocupação com a segunda onda da pandemia.— Vamos esperar se nós vamos ter ou não um avanço das vacinas. É um assunto que deveremos nos debruçar na próxima semana com relação ao avanço da fila (de vacinação), para que a gente possa imunizar o máximo de brasileiros o mais rápido possível. Se nós tivermos alguma excepcionalidade em relação à calamidade pandêmica, acho que o governo tem os mecanismos para solucionar isso rápido.

Sobre as propostas que podem destravar o pagamento do auxílio e outras demandas, como a PEC emergencial e do Pacto Federativo, Lira prometeu celeridade.— As PECs terão tramitação imediata. Após o carnaval, nós iremos instalar as comissões da Casa. Começaremos as tratativas com os líderes hoje para definirmos as posições ou regimentais ou por acordo. E as PECs caminharão independentemente disso. Agora, é lógico que elas são um subsídio importantíssimo de sinalização de uma estabilização econômica, social, de destravamento do crescimento do Brasil, e isso impacta diretamente no humor, na economia e na facilitação dos temos como o auxílio ou a criação, que nós sempre defendemos, a criação de um novo programa. O auxílio seria transitório até chegarmos neste ponto - argumentou Lira.

Perguntado se a pressa para definir a solução teria como consequência o descumprimento da regra do teto de gasto, o deputado negou.—Nada fora do teto. Não há possibilidade de, a princípio, você fazer nenhum movimento que quebre as regras que nós mesmos criamos de legislação, a não ser com a pandemia, com uma segunda onda muito grave. Aí o governo teria esses mecanismos para startar (dar prosseguimento).