Lira prega paz após ameaças golpistas de Bolsonaro: "Hora de parar com essa escalada"

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President of Brazil's Lower House Arthur Lira gestures as he arrives for the launch ceremony of the platform Participa + Brasil, at the Planalto Palace, in Brasilia, Brasil, on February 8, 2020. (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, comentou falas de Bolsonaro em 7 de setembro (Foto: Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
  • Arthur Lira falou em frear a escalada de radicalismos e excessos no Brasil

  • Presidente da Câmara não citou o presidente Jair Bolsonaro diretamente, mas reclamou das falas a favor do voto impresso

  • PEC foi votada na Câmara e rejeitada pelos deputados

O presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), comentou os atos de 7 de setembro em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Lira passou o feriado em Alagoas e não esteve presente nas manifestações. 

"Não vejo como possamos ter ainda mais espaços para radicalismos e excessos", começou Lira. "Esperei até agora para me pronunciar porque não queria ser contaminado pelo calor de um ambiente já por demais aquecido. Não me esqueço nem por um minuto que presido uma casa que quer um Brasil mais democrático." 

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Em seguida, Lira listou uma série de medidas aprovadas pela Câmara dos Deputados, como o auxilio emergencial e liberação de verbas para a compra de vacinas contra a covid-19. 

O presidente da Câmara demonstrou incômodo com a fala de Bolsonaro sobre o voto impresso, mas não citou o presidente nominalmente. "Não posso admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas, como o voto impresso. Uma vez definida, vira-se a página."

"É hora de dar um basta nessa escalada, em um infinito looping negativo. Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade. O Brasil que vê a gasolina chegar a R$ 7,00, o dólar valorizado em excesso e a redução de expectativas. Uma crise que, infelizmente, é superdimensionada nas redes sociais."

Lira ainda elogiou manifestantes que foram às ruas de "forma pacífica" e exaltou a participação popular na política do país. 

"Por fim, vale lembrar que temos a nossa Constituição, que jamais será rasgada. O único compromisso inadiável e inquestionável que temos no nosso calendário está marcado para 3 de outubro de 2022, com as urnas eletrônicas. (...) Que até lá, tenhamos todos serenidade e respeito às leis, à ordem e, principalmente, à terra que todos amamos", finalizou. 

A expectativa é que às 14h, na abertura da sessão do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Luiz Fux, discurse e responda o presidente da República. O Senado Federal, por sua vez, não terá sessão nesta quarta-feira. 

Bolsonaro discursou contra o STF

O STF e os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso foram os principais alvos de Jair Bolsonaro (sem partido) nos discursos feitos ontem pelo presidente, tanto em Brasília quanto em São Paulo. Bolsonaro chegou a dizer que não cumpriria mais ordens de Moraes, por exemplo.

"Ou esse ministro se enquadra, ou ele pede pra sair", disse Bolsonaro. "A paciência do povo já se esgotou."

"Não vamos aceitar que pessoas como Alexandre de Moraes continua a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa constituição", disse o presidente. Ele reclamou da determinação de Moraes de mandar prender Jason Miller, ex-assessor de Trump, ouvido no inquérito dos atos antidemocráticos. "Saia Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha. Deixe de oprimir o povo brasileiro e censurar os seus adversários."

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