Lisboa aperta cerco a caos gerado por trotinetes elétricas e Paris ameaça travão

São amigas do ambiente e da mobilidade, mas em Lisboa as trotinetes elétricas também se tornaram no inimigo número 1 de muitos peões.

O excesso de velocidade ou o abandono no meio da rua, de forma indiscriminada, têm provocado demasiados dissabores e acidentes, deixando muita gente de pé atrás.

"Já houve acidentes. Um deles até com um membro da Academia Sénior de Alvalade, já com uma certa idade. Por causa do atropelamento caiu e partiu um braço. Teve de ser intervencionado e de andar com o braço ao peito. Há aqui alguma preocupação. Não é por causa das trotinetes em si, mas é o seu uso que é pouco regulado", sublinha José Amaral Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade.

A Câmara de Lisboa quer travar a fundo o problema e falta de regulação.

Para isso assinou, recentemente, um acordo com os cinco operadores das trotinetes na cidade: Link, Whoosh, Bolt, Bird e Lime.

Os planos passam, por exemplo, por proibir a circulação a mais de 20 km/h e por criar hotspots na cidade onde será obrigatório estacionar para concluir viagem.

Em entrevista à agência Lusa, Carla Madeira, presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, deixou ressalvas: "é importante que não sejam eliminados os escassos lugares de estacionamento destinados a moradores para locais de estacionamento para trotinetes.”

Também se estabeleceu um limite máximo de veículos em circulação. Será de 1500 por empresa no inverno e de 1750 no verão.

Paris aperta o cerco às trotinetes

Em França, também há quem esteja insatisfeito com as trotinetes abandonadas pela cidade fora.

Está marcado para 2 de abril um referendo para decidir o futuro das mesmas na capital francesa.

Se a proibição vencer será a primeira capital europeia a banir as trotinetes elétricas.

Mas o ministro delegado para os Transportes está a trabalhar antes num plano de regulamentação à escala nacional, com mais controlos.