Lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina muda critério; Dom de Alex Atala se destaca

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Foi o que deu e como deu. Com os restaurantes fechados, os clientes enclausurados e os 250 jurados da América Latina impedidos de viajar, logo, sem poder avaliar os estabelecimentos, a sempre aguardada lista dos melhores restaurantes da América Latina 2021 ganhou um novo formato na apuração de votos. Para começar, a lista voltou turbinada com o anúncio dos 100 melhores restaurantes latinos, no lugar dos 50 tradicionais. É animador. E a versão The Worlds 50best Latin America 2021 acrescentou as palavras "Passado e Futuro" ao nome e não foi por acaso: sem os votos dos jurados, a saída para se chegar ao resultado seguiu uma nova equação, na qual olhou para o "passado", ou seja, foi feita a partir da compilação de votos somados ao longo dos últimos oito anos, desde a primeira realização do evento latino.

Assim, a edição atual não traz novidades ou surpresas, a não ser no que se refere às posições que as casas ocupam.Entre os brasileiros, dos seis que estão na lista, Alex Atala foi o que melhor proveito tirou do sistema de contagem acumulativa de votos: o D.O.M volta ao topo na lista atual, ocupando o terceiro lugar, subindo, assim, dez posições em relação a última premiação, em 2020. A Casa do Porco, que este ano ficou no 17ª lugar entre os 50 melhores do mundo e na edição latina de 2020 chegou em quarto, andou para trás: em 11º. O carioca Lasai, de Rafa Costa e Silva, chegou em 22º, o paulista Mocotó, de Rodrigo Oliveira, em 23º; o Oteque, de Alberto Landgraf, na média de votos, ficou no 11º.

- Nao tivemos boas notícias ultimamente, e o 50Best tem esse mérito de nos animar, mesmo com esse critério que coloca em desvantagem as casas mais novas, que somam menos votos. Mas movimentou o cenário e isso é muito bom - diz Alberto Landgraf, chef do Oteque, que caiu do 12º para o 42º lugar com o critério atual.

Na lista, os peruanos confirmam a sua soberania no cenário da gastronomia latina, com nove restaurantes entre os melhores. Começa pelo Central, de Virgílio Martinez, em Lima , famoso pelos ingredientes indígenas, que chegou no topo. Vem seguido por outro peruano, o Maido, do chef Mitshuharu Tsumura, o Micha, também de Lima, de comida nikkei, pratos peruanos com influências japonesas, em segundo lugar. Como são dois mestres no lidar com pescados, veteranos, e o Peru é celeiro de peixes excepcionais, não há por que duvidar da excelência dos dois e da boa posição no ranking.

Mas, puxando a conta, o gosto é de festa requentada, ok, que seja: nestes tempos insossos, um ranking dos melhores da gastronomia sempre aquece o mercado, aguça o apetite e, melhor dos melhores, esquenta o caixa.

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