Liturgia em missas e cultos no Rio é alterada por causa do coronavírus

Coronavírus: na Paróquia São Conrado, o padre Marcos Belizário usa álcool gel

A tradicional liturgia das cerimônias das missas de domingo nas igrejas católicas e dos cultos evangélicos está sendo adaptada pelo medo de contágio do coronavírus em templos religiosos do Rio. As tradições como o abraço na “Paz de Cristo” e dar as mãos na oração do “Pai Nosso” foram suspensas e pastores têm repassado as orientações das autoridades sanitárias.

Na missa na Paróquia São Conrado, na Estrada da Gávea, Zona Sul do Rio, o padre Marcos Belizário deu orientações para os fiéis se prevenirem da doença e pediu que os presentes rezassem pelos acometidos Covid-19. Preocupado, o padre recomendou álcool em gel para os paroquianos, e ele próprio deu o exemplo fazendo uso do produto antes da homilia.

No Vaticano, o Papa Francisco fez no domingo sua primeira oração dominical do Angelus transmitida pela internet, direto da biblioteca do palácio apostólico, para um telão instalado na Praça São Pedro, visivelmente esvaziada.

Durante a oração na semana passada, Francisco, de 83 anos, teve que parar duas vezes devido a acessos de tosse. Desde então, ele cancelou diversas agendas. O Pontífice, no entanto, foi testado negativo para Covid-19. Em uma pequena nota, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, afirmou que “o resfriado diagnosticado do Santo Papa nos últimos dias continua, sem sintomas relacionados a outras patologias’’.

O Papa manifestou sua "proximidade" pelos portadores de coronavírus, após uma breve aparição na janela, de onde deu sua bênção.

— É estranha essa oração do Angelus, com um papa preso na biblioteca. Mas eu os vejo e estou perto de vocês — disse ele, antes de aparecer na janela diante de poucos fiéis.