Live do Bolsonaro: presidente nega câncer e imita Lula; assista

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Depois de afirmar sobre a possibilidade de ter retirado um material da orelha que "poderia ser câncer de pele", Bolsonaro negou que tenha câncer

  • Presidente vetou uma lei que atinge menores que tenham sido agredidos ao dizer que medida atrapalha trabalho dos policiais e imitou ex-presidente ao comentar sobre

Por Marcos Tordesilhas

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta quinta-feira (12), em sua transmissão semanal no Facebook, que estaria tratando um câncer e afirmou que se trata de "fake news". "Hoje de manhã, disse [à imprensa]: não vou responder nada porque vocês disseram que eu estou com câncer. É mentira em cima de mentira."

Segundo a agência Reuters, Bolsonaro chegou ao Palácio do Alvorada com um curativo na orelha na tarde de quarta, retornando de uma passagem pelo Hospital da Força Aérea Brasileira. Questionado na ocasião sobre o curativo, o próprio presidente afirmou que "a possibilidade de câncer de pele existe".

A assessoria do Palácio do Planalto, no entanto, afirmou ainda na noite de ontem que Bolsonaro apresentava boas condições de saúde e não havia indícios de câncer de pele.

Presidente imita Lula

Bolsonaro ainda ironizou o ex-presidente Lula ao comentar seu veto ao projeto de lei do Senado nº 572, de 2015, de autoria da atual deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Segundo o Senado, o projeto, aprovado no Congresso, "altera a Lei Juizados Especiais Cíveis e Criminais para determinar que nos crimes de lesões corporais leves e lesões corporais culposas praticados contra vítima menor de 18 anos, ou incapaz, com quem o agente conviva, tenha convivido ou quando haja prevalência das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, a ação penal será pública incondicionada". 

Bolsonaro afirmou que a medida estabelece que, quando um menor sofre agressão de um adulto, ele será representado pelo Ministério Público, que moverá uma ação contra o maior acusado de agressão "independente da manifestação dos pais". "Eu vetei o projeto. Teve gente que acha que eu errei, que acha que a gente tem que defender a criancinha de até 17 anos de idade", ironizou o presidente. 

"Imagina uma ação policial onde o menor seja detido e sofra uma agressão verbal de um policial. Esse policial vai ser processado, o MP vai para cima dele. Não ia faltar ONGs, esses partidecos de esquerda, que fazem balburdia, de achar uma maneira junto ao MP para que esse policial viesse a sofrer um processo", criticou Bolsonaro, que em seguida ironizou Gleisi Hoffmann e imitou Lula.

"Juro que não tem nada a ver com o autor do projeto, mas quem é a autora? Gleisi Hoffmann. Preocupadíssima com os menores, talvez depois do que o Lula falou: 'só porque o moleque tá roubando um celular vai a policia para cima dele? Deixa o moleque roubar em paz'", disse Bolsonaro, alterando a voz para soar mais parecido com o ex-presidente.

Em seguida, ele citou que o projeto foi relatado na Câmara pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), desafeta antiga de Bolsonaro. "Nada contra o nome dela, mas vetamos para o bem da segurança pública e para dar meios ao policial para poder trabalhar em paz quando tiver em sua frente um menor infrator", concluiu.