Liverpool em Bangu: conheça a rua do subúrbio carioca homônima ao adversário do Flamengo

Vitor Seta
1 / 2

86237798_20122019-Esportes - Fanática pelo Flamengo família acompanhará final do Mundial em casa na.jpg

Fanática pelo Flamengo, família Valença acompanhará final do Mundial em casa, na Rua Liverpool (Bangu)

O bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, tem ruas com nomes peculiares próximas à Avenida Brasil, batizadas em homenagem a cidades europeias. Entre as ruas Nice, Canes, Zagreb e Bilbao, fica a Rua Liverpool, lar da família Valença, fanática pelo Flamengo. O rubro-negro mede forças com o clube inglês homônimo neste sábado, pela final do Mundial de Clubes, em Doha (Qatar), e a família promete muita festa para a partida.

— A área onde fica o shopping antigamente era uma fábrica de tecidos (a Fábrica Bangu), que eram exportados para a Europa. Por isso as ruas em volta têm esses nomes — explica o supervisor de vendas André Luís Valença, de 55 anos. Ele vive com a esposa, Silvânia, e os quatro filhos na rua "inglesa", para onde se mudou há 20 anos.

A paixão da família pelo Flamengo é reconhecida de longe, literalmente na frente de casa. Um grande bandeirão ocupa o topo do lar dos Valença, em alusão ao título estadual de 1999. André Luis conta que transmitiu o amor pelo clube aos filhos Bernardo, Verena, Gustavo e Maria Eduarda, mas essa é a primeira vez que os quatro terão o contato efetivo com o time inglês que dá nome à rua em que vivem.

— Em 1981, eu era solteiro e vi esse jogo em Guilherme da Silveira, perto do campo do Bangu. Estava com meu irmão, foi a maior festa, maior carnaval — conta ele, que guarda as capas do 'Jornal dos Sports' do título mundial do Flamengo naquele ano, sobre o próprio Liverpool, em Tóquio (Japão). Segundo André, o nome da rua até hoje gera surpresa e brincadeiras, tanto entre vizinhos quanto entre colegas de trabalho.

Agora em família, os Valença prometem uma grande festa no dia da final. Primos, sobrinhos e outros parentes do clã que já tem quatro gerações torcendo para o Flamengo devem se reunir em um churrasco no sábado. Com bom humor, a família espera "fazer muita bagunça " e manter os gritos de gol que deram ao longo da temporada, que nem sempre agradam os vizinhos.

Melhor momento desde os anos 80

André é só elogios ao time de 1981, chamado por ele de 'time dos sonhos'. Ele vê a equipe de 2019, porém, vivendo o melhor momento da história do clube desde os anos 80. Seu jogador favorito do atual elenco é Gabigol, artilheiro do Brasileirão e autor dos dois gols do título da Libertadores, sobre o River Plate:

— Eu ouvia muito rádio na época. O Flamengo sempre foi muito na pele, raça, e com os anos isso foi se perdendo. Em 81, dos onze titulares, sete eram da base. Isso conta muito. De dois ou três anos para cá, o Flamengo passou a trabalhar a base e a coisa melhorou.

Para ele, o fato de alguns jogadores do Flamengo serem rubro-negros assumidos, como Gerson, Filipe Luís, Vitinho e Reinier, contribui muito para o sucesso da equipe atual.

— Alguns jogadores que vieram era flamenguistas doentes. Isso movimentou muito, o time tem muita raça, vontade. Estamos muito confiantes para esse título — finaliza o supervisor de vendas, que sonha em ver o Rubro-Negro novamente na final da Libertadores de 2021, no Maracanã.