Livro infantojuvenil faz alerta contra o tráfico de animais

É de forma lúdica que o escritor Xico Farias, morador do Cachambi, trata de um assunto sério no livro infantojuvenil “Maria Flor — A última ararinha-azul”. Com poesia, romance, ação e suspense, a obra ambientada no sertão nordestino coloca no centro da ação as questões relacionadas à preservação do meio ambiente. Ao longo de 166 páginas, o autor retrata a busca de Maria Flor, a última ararinha-azul do planeta, pelo último macho da sua espécie, John, que ganha esse nome em inglês após ser vítima de traficantes de animais que o venderam para outro país. Em meio a esta procura, surge ainda o vilão, Fausto, que faz de tudo para localizar Maria Flor com o único objetivo de transformar suas penas em um chapéu caríssimo.

Esporte: Atleta faz vaquinha para participar do Pan-Americano do Panamá

Cinema: Curta-metragem é inspirado em música de Gonzaguinha

“Maria Flor — A última ararinha-azul” é o segundo livro de Farias, que estreou na literatura no ano passado com “As aventuras da ratinha cantora de ópera na Cidade Maravilhosa”.

— A minha intenção com este novo livro é fazer as crianças entenderem a importância e a urgência de preservar a fauna e a flora. Faço um alerta, através deste trabalho, para que as crianças a partir de 10 anos tenham o interesse por este tema despertado e contribuam para salvar a natureza. Só para se ter uma ideia, o tráfico de animais silvestres é o terceiro mais lucrativo comércio ilegal do mundo. No livro, John foi tirado do lugar dele e levado para outro país, onde fica preso numa gaiola com outros animais para aplacar a solidão de quem o comprou. John fica isolado e, literalmente, tem as suas asas cortadas. O que acontece com ele reflete um pouco esta assustadora realidade — diz o escritor, que mantém o perfil @xicofarias _oficial no Instagram.

Ao se perguntar se a conscientização ambiental aumentou dos seus tempos de infância para cá, Farias conclui que só tem a lamentar:

— Neste sentido, pouco mudou. Atualmente, existe uma consciência superficial, mais de discurso do que de ações. A educação e a literatura podem contribuir para mudar este cenário. Mas a função dos pais é imprescindível para que as crianças aprendam no dia a dia a importância de preservar a natureza. “Maria Flor” é a minha contribuição para dar visibilidade a esta luta pela sobrevivência da espécie humana. As pessoas esquecem que o desequilíbrio climático impacta negativamente a vida de todos nós. Gostaria muito que este livro fosse trabalhado em sala de aula e que este tema ganhasse mais espaço no currículo escolar.