Liz Truss e Rishi Sunak na corrida à liderança do governo britânico

Liz Truss, atual ministra dos Negócios Estrangeiros ou Rishi Sunak, antigo ministro das Finanças. Um deles torna-se, esta segunda-feira, 5 de setembro, o próximo primeiro-ministro do Reino Unido, que sucede a Boris Johson.

O antigo primeiro-ministro demitiu-se depois de mais de 50 elementos do seu executivo terem renunciado, na sequência de vários escândalos. Um deles foi a alegada proteção conferida a Chris Pincher, um responsável conservador, acusado sucessivamente de abusos sexuais. Outra das polémicas mais recentes foi a participação de Boris Johson em festas, em Downing Street, durante o confinamento no período mais crítico da pandemia de Covid-19.

De acordo com as sondagens, Liz Truss é a grande favorita para assumir o comando do governo. Se for eleita, já prometeu uma redução de impostos e um plano para lidar com o aumento do custo da energia, numa altura em que a inflação pode atingir os 13.3% já em Outubro, de acordo com o Banco de Inglaterra.

Rishi Sunak pretende manter os recentes aumentos de impostos. O candidato defende um realismo económico para lidar com os problemas do país e diz que, primeiro que tudo, é preciso debelar a inflação. Para além disso, Sunak tem vindo a pronunciar-se, nas últimas semanas, de forma muito taxativa sobre a questão da migração e salientou que "a segurança começa nas fronteiras".

"Se os migrantes quebrarem a lei e vierem ilegais, não haverá lugar para eles no país”, disse o antigo ministro, no último debate público contra a adversária, que teve lugar na passada quarta-feira.

O próximo primeiro-ministro britânico é escolhido pelos mais de 160 mil membros do Partido Conservador, que detém a maioria no Parlamento. O próximo chefe do governo é anunciado esta segunda-feira e começa a exercer funções no dia seguinte.

A rainha Isabel II, de 96 anos, que enfrenta vários problemas de mobilidade, vai indigitar o primeiro-ministro esta terça-feira, na sua residência em Balmoral, na Escócia. É a primeira vez, em 70 anos, que a cerimónia de tomada de posse acontece fora de Londres.