Lobista reconhece negócios com advogada de Bolsonaro após ser ameaçado de prisão

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BRASÍLIA, DF, 15.09.2021 - CPI-COVID-DF: O lobista Marconny Albernaz de Faria, que intermediou contatos da Precisa Medicamentos com o Ministério da Saúde para vendas de vacinas, é ouvido pelos senadores que compõem a CPI da Covid, em Brasília, nesta quarta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 15.09.2021 - CPI-COVID-DF: O lobista Marconny Albernaz de Faria, que intermediou contatos da Precisa Medicamentos com o Ministério da Saúde para vendas de vacinas, é ouvido pelos senadores que compõem a CPI da Covid, em Brasília, nesta quarta. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O lobista Marconny Albernaz de Faria reconheceu nesta quarta-feira (15), em depoimento à CPI da Covid, que detém negócios com a advogada Karina Kufa, que representa o presidente Jair Bolsonaro.

O depoente negou diversas vezes que tinha negócios com a advogada. Na última pergunta de senadores a respeito do tema, manteve a versão, mas foi confrontado com mensagens de WhatsApp que indicavam o contrário.

As mensagens constam de inquérito no Ministério Público Federal, cujas informações foram compartilhadas com a CPI. Após ter mantido que não mantinha negócios com Kufa, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ameaçou Marconny de prisão e deu oportunidade para que ele se retratasse.

Marconny então assumiu que mantém os negócios, mas em seguida invocou seu direito ao silêncio.

"O senhor esteve muito próximo de ter sido decretada [a prisão]. E só não ocorre porque não temos claros os termos do habeas corpus", afirmou Randolfe, referindo-se ao habeas corpus concedido pelo STF.

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