Loft recebe aporte de US$ 425 milhões com participação do megainvestidor George Soros

 Vitor da Costa
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RIO - A Loft, start-up do setor imobiliário, que trabalha com a compra, reforma e venda de imóveis, recebeu um aporte financeiro de US$ 425 milhões, o maior de sua história. Entre os novos apoiadores, destaca-se o fundo do megainvestidor George Soros.

O ganho de importância das plataformas digitais com o avanço da pandemia impulsionou a empresa que pretende usar parte do capital para aperfeiçoar as ferramentas digitais. Já a outra fatia irá para o aumento do portfólio da empresa, tanto para áreas em que já atua como para outras capitais.

- Vamos melhorar nosso produto, investindo em uma maior digitalização. E intensificar a atuação em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, aumentando a densidade nesses locais, além de migrar para novas capitais – afirma Mate Pencz, um dos fundadores da start-up, deve ser aplicada Pencz.

A captação foi realizada por meio de uma rodada de investimentos, liderada pelo fundo americano D1, que já investiu em empresas como a SpaceX. O aporte financeiro é o mais alto de uma start-up brasileira em 2021, superando os US$ 400 milhões levantados recentemente pelo Nunbank.

Pencz admite que o montante do investimento surpreendeu em certa medida, mas reflete a aceitação da empresa pelo mercado.

- Vemos uma recepção melhor das plataformas tecnológicas em vários setores e isso vai continuar após a pandemia. A Loft vem se consolidando como o marketplace de quem quer comprar e vender no mercado imobiliário – destaca, acrescento que uma das possiibilidades de uso para o dinheiro captado é justamente a compra de outras start-ups.

Bolsa está nos planos da start-up

Para Pencz, a presença de Soros entre os investidores funciona como uma chancela ao trabalho que vem sendo desenvolvido.

- Ele é um investidor global, poderia estar em qualquer lugar. E conhece o mercado financeiro e imobiliário. É algo importante para o mercado como um todo e para o setor tecnológico – disse executivo, ressaltando que é a primeira participação de Soros em uma empresa privada no país.

A Loft já havia levantado mais de US$275 milhões em rodadas de investimento, além de mais de R$ 500 milhões por meio de fundos imobiliários.

Pencz não descarta o lançamento de ações na Bolsa:

- Temos flexibilidade para pensar nessa hipótese com calma. É uma possibilidade, mas não há uma data definida para darmos esse passo.

Fundada em agosto de 2018, a Loft levanta dados de transações imobiliárias e usa inteligência artificial para oferecer propostas de compra para apartamentos usados em vizinhanças específicas.

Em janeiro de 2020, com uma carteira de 13 mil imóveis e seis mil clientes, a companhia se tornou o 11º unicórnio brasileiro, nomenclatura usada para classificar empresas que são avaliadas em US$ 1 bilhão.