Loja do Carrefour é invadida e depredada nos Jardins, em São Paulo

Guilherme Caetano
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Edilson Dantas / O Globo
Edilson Dantas / O Globo

A Marcha da Consciência Negra, puxada este ano pela morte de João Alberto Freitas por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre, acabou em depredação de uma unidade do hipermercado no bairro dos Jardins, em São Paulo, na noite desta sexta-feira.

Alguns manifestantes atiraram objetos e destruíram a fachada da loja na Rua Pamplona, uma das áreas mais nobres da cidade.

Manifestantes atiraram pedras contra as janelas do supermercado e quebraram produtos. Um carro que estava parado na frente da loja também foi destruído. Clientes que estavam realizando compras no momento do protesto tiveram de se proteger no fundo da loja.

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A manifestação tinha por objetivo apenas protestar contra a morte de Freitas e pedir justiça racial no país. O ato foi organizado pela Movimento Negro Unificado (MNU), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) e outros coletivos do movimento negro.

O protesto teve início na Avenida Paulista, em frente ao Masp. Além de lideranças do movimento negro, discursaram vários parlamentares, como a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), a vereadora eleita Erika Hilton (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB), candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo.

Depois do pedido dos organizadores para os manifestantes interromperem a depredação do Carrefour, a manifestação foi encerrada.