Loki fala de bissexualidade e revela primeira mentira da Marvel

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Sylvie (Sophia Di Martino) e Tom Hiddleston em cena de Loki (reprodução/Disney Plus)
Sylvie (Sophia Di Martino) e Tom Hiddleston em cena de Loki (reprodução/Disney Plus)

Depois de dois episódios de pura introdução, mas sem perder o ritmo de entrega e expectativa, Loki começou a fazer as primeiras revelações relevantes da história. Começou com a descoberta de Sylvie, variante feminina do personagem, e seguiu com a primeira grande mentira da TVA: uma agência que basicamente escraviza pessoas em prol de uma linha do tempo ordenada.

Ainda que pareça muita coisa, o ritmo deste terceiro episódio deixou pra trás o frenesi de diálogos e questionamentos que os dois primeiros trouxeram. Loki e Sylvie discutem mais pelas confusões e ação da missão do que pela essência das maiores perguntas que a série suscita: por que a TVA existe? Por que existem variantes? Tudo já está decidido ou temos livre-arbítrio? A ideia aqui é mais explorar quem é Loki e como ele se vê numa versão feminina, que o provoca, mas não passa do êxito de fazê-lo assumir a bissexualidade tão falada ultimamente. Não é grande coisa, mas se imaginarmos que Loki é uma série da Disney não deixa de ser um feito relevante.

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Acontece que a dinâmica da dupla não chega aos pés do que vimos entre Loki e Mobius. Aqui o negócio está mais para Doctor Who do que uma poltrona de analise. A aventura funciona bem, mas dá ao espectador mais expectativa do que resposta enquanto os episódios anteriores se negavam a deixar ganchos gratuitos. E ainda que seja descoberto que Sylvie já foi um dia Loki e que a TVA lava a mente de variantes para transformá-las em soldados, o episódio três é abrupto no encerramento e esquece de responde o que perguntou.

É necessário responder tudo? Não, porém parar uma aventura no meio somente pelo formato seriado não parece das mais inteligentes decisões. Enquanto se entende como expansão de universo, Loki permanece interessante e mantém o desejo por mais. No entanto, ficou evidente o freio de mão que foi puxado neste momento, que talvez esteja preparando o espectador para as grandes reviravoltas que virão.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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