Londres cogita usar hospital de campanha por falta de leitos

Alistair Smout e Estelle Shirbon
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Ambulância atende emergência em Londres

Por Alistair Smout e Estelle Shirbon

LONDRES (Reuters) - Um hospital de campanha em Londres será usado se necessário para aliviar a pressão sobre outros hospitais da cidade, disse o ministro da Saúde britânico nesta quinta-feira, depois que documentos oficiais vazados sugeriram que Londres corre o risco de ficar sem leitos em duas semanas.

Projeções vazadas ao Health Service Journal mostraram que, mesmo se o número de pacientes com Covid-19 aumentasse na taxa mais baixa considerada provável, os hospitais de Londres ficariam com falta de quase 2.000 leitos de enfermaria e terapia intensiva em 19 de janeiro.

Questionado sobre as projeções, o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, disse que estava preocupado com as pressões sobre o Serviço Nacional de Saúde (NHS) e que o governo estava colocando recursos extras nas partes do país sob pressão mais significativa.

"Por exemplo, em Londres, (estamos) garantindo que o hospital Nightingale esteja de prontidão. E se for necessário, é claro, então será usado", disse ele, referindo-se a um hospital de campanha que foi criado no início da pandemia.

A Inglaterra iniciou um novo lockdown nacional na terça-feira, com escolas fechadas e cidadãos sob ordens de ficar em casa, enquanto o governo tenta conter um aumento nas infecções, em parte impulsionado por uma nova variante do coronavírus altamente contagiosa.

Na quarta-feira, o número diário de mortes por Covid-19 em todo o Reino Unido ultrapassou 1.000 pela primeira vez desde abril. O número total de mortes pela doença no país desde o início da pandemia é de mais de 77.300, o maior da Europa.

(Reportagem de Alistair Smout e Estelle Shirbon)