Londres sanciona quatro autoridades chinesas pelo tratamento da minoria uigur

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O Reino Unido impôs sanções a quatro altos funcionários chineses

O Reino Unido impôs sanções a quatro altos funcionários chineses por seu papel nas violações dos direitos humanos na região de Xinjiang, em particular contra a minoria muçulmana uigur, anunciou nesta segunda-feira (22) o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab.

Essas sanções, adotadas por Londres em coordenação com a União Europeia, Estados Unidos e Canadá, incluem a proibição de entrar em território britânico e o congelamento de ativos, disse Raab, alertando Pequim de que a comunidade internacional "não fechará os olhos" para "violações tão sérias e sistemáticas".

"Nossa abordagem tem sido expor esses abusos dos direitos humanos em escala industrial, junto com nossos parceiros internacionais e, em última instância, acompanhar as palavras com ações", disse ele.

As sanções afetam quatro altos funcionários regionais do Partido Comunista e o Departamento de Segurança Pública de Xinjiang ou a polícia local.

Raab disse que a China é culpada de esterilizações forçadas de mulheres uigures, ampla vigilância da minoria muçulmana e "a maior detenção em massa de um grupo étnico ou religioso desde a Segunda Guerra Mundial".

No entanto, o governo britânico não chegou a chamar a situação dos uigures de "genocídio" e está se opondo aos esforços de alguns parlamentares rebeldes do Partido Conservador no poder de incluir esse termo em um projeto de lei comercial envolvendo a China, com quem Londres deseja aumentar as trocas.

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