Londres e Washington alertam sobre ciberataques contra organizações de saúde

Os ataques se dirigem a organismos nacionais e internacionais, empresas farmacêuticas, centros de pesquisa médica e instituições locais "presumivelmente" para coletar informações sobre o novo coronavírus, segundo o comunicado

Agências de segurança informática britânicas e americanas alertaram nesta terça-feira (05) sobre ataques cibernéticos contra organizações de saúde que participam no combate ao coronavírus, "frequentemente vinculadas a agentes estatais", segundo Londres.

"Temos evidências claras de que essas quadrilhas criminosas estão atacando ativamente organizações nacionais e internacionais que estão respondendo à pandemia de COVID-19", afirmou o ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, em coletiva de imprensa diária sobre a crise do coronavírus.

"Estamos trabalhando com os alvos desses ataques, com os alvos em potencial e com outros para garantir que estejam cientes da ameaça cibernética e que possam tomar as medidas necessárias para se proteger ou pelo menos amenizar os danos", acrescentou.

Em uma declaração conjunta, a agência britânica NCSC e a americana CISA apontaram para grupos denominados APT ("Advanced Persistent Threat", ameaça persistente avançada), mais sofisticados que os cibercriminosos comuns, porque são considerados vinculados aos governos da Rússia, China, Coreia do Norte e Irã.

Segundo Raab, as campanhas identificadas possuem vários objetivos, que vão desde uma "fraude" até uma "espionagem".

Seu objetivo é "roubar dados pessoais", "propriedade intelectual" ou "informações mais amplas" e "costumam estar vinculados a agentes estatais", acrescentou.

Os ataques se dirigem a organismos nacionais e internacionais, empresas farmacêuticas, centros de pesquisa médica e instituições locais "presumivelmente" para coletar informações sobre o novo coronavírus, segundo o comunicado.