A longa e frustrante jornada política de Taylor Swift

Cole Delbyck

"I stay out too late, got nothin' in my brain" (fico na rua até muito tarde, não tenho nada no cérebro), canta Taylor Swift no hino dos descomprometidos, Shake It Off.

"That's what people say" (é o que dizem).

O que a popstar não menciona na longa lista de críticas que recebeu são as acusações de que ela é a "deusa ariana da alt-right" (direita alternativa), apoiadora enrustida do presidente Donald Trump, capitalista inescrupulosa que precisa de uma bússola moral e estrela pop que merece culpa, pelo menos em parte, pela ascensão dos valores conservadores nos Estados Unidos. Sendo justos, essas acusações são um pouco mais difíceis de refutar na duração de uma música música.

Mas aí ela postou seu apoio aos candidatos do Partido Democrata do Tennessee nas eleições para o Congresso no mês que vem: o ex-governador Phil Bredesen, para o Senado, e o deputado Jim Cooper para a Câmara. Swift diz apoiar os direitos humanos para todos e fez menção especial à comunidade LGBT, à igualdade de gêneros e à justiça racial. A cantora também revelou que "relutava" em compartilhar suas posições políticas, mas decidiu fazê-lo em nome dos seus mais de 100 milhões de seguidores.

Alguns conservadores reagiram ao post pedindo que os fãs boicotassem as músicas dela, afirmando que Swift deveria calar a boca e se limitar a cantar (porque deu tão certo da última vez), renovando o compromisso com o #TeamKanye e até mesmo expressando desdém, como o previsível tweet do ex-governador do Arkansas Mike Huckabee.

Mas a decisão também surpreendeu os liberais, que há muito tempo tinham relegado Swift à Sibéria da política por causa do silêncio da cantora durante a eleição presidencial de 2016.

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