Los Angeles prevê confinamento por coronavírus até julho

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Los Angeles tem 32.258 casos positivos de COVID-19, incluindo 1.569 mortes
Los Angeles tem 32.258 casos positivos de COVID-19, incluindo 1.569 mortes

O confinamento em Los Angeles pelo novo coronavírus pode se estender até o final de julho, exceto se o número de casos cair drasticamente ou se uma vacina ou um tratamento forem encontrados, disseram as autoridades do condado nesta terça-feira (12).

Barbara Ferrer, diretora do departamento de Saúde Pública, fez a projeção durante uma reunião com a Junta de Supervisores, máxima autoridade do condado, sobre a duração da moratória de desalojamentos.

Ferrer disse que o fechamento do condado será mantido de alguma forma "durante os próximos três meses" a menos que ocorra uma "mudança drástica" na batalha contra o vírus, como a descoberta de uma vacina, de um tratamento efetivo ou a possibilidade de fazer testes de detecção em casa.

Ela advertiu, ainda, que se forem suspensas as restrições rápido demais o número de mortes pode aumentar e obrigar a endurecê-las novamente.

"Literalmente, metade dos casos e metade das mortes (no estado) estão ocorrendo no condado de Los Angeles agora mesmo", com 32.258 casos positivos, inclusive 1.569 mortos, dos 68.000 infectados e quase 2.800 falecimentos na Califórnia.

Ferrer não deu detalhes sobre quais restrições poderiam permanecer até julho, embora já tenham sido suspensas algumas que vigoravam para trilhas, parques e campos de golfe, e algumas lojas não essenciais tenham começado a operar parcialmente.

Nesta quarta serão abertas as praias do condado.

A Califórnia começou a relaxara na semana passada as restrições impostas em março para deter a pandemia. Seu governador, Gavin Newsom, informou no entanto, que os condados terão a última palavra sobre as medidas para mitigar o vírus.

O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, esclareceu que este testemunho não deve ser visto como uma previsão de que todos os moradores terão que permanecer trancados em casa durante o verão.

"Acho que simplesmente está dizendo que não vamos reabrir completamente Los Angeles - como provavelmente o restante dos Estados Unidos - sem nenhuma proteção ou alguma ordem de saúde nos próximos três meses", disse à CNN.