Lucas Maffei, tatuador de Anitta, fala sobre tatuagem íntima: “Escrevi a palavra love”

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Lucas foi o responsável pela tatuagem íntima da cantora. (Foto: Jordan Strauss/Invision/AP)
Lucas foi o responsável pela tatuagem íntima da cantora. (Foto: Jordan Strauss/Invision/AP)

Lucas Maffei está concentrado nos traços que faz no braço de um rapaz. Há mais ou menos seis meses, o tatuador, de 32 anos, mudou seu estilo. Não é que os desenhos em linhas finas ou totalmente pretos foram deixados de lado. Mas o gaúcho anda mais interessado no realismo. O silêncio, de repente, é quebrado. Alguém no estúdio, localizado na Barra da Tijuca, no Rio, quer saber que arte Maffei tinha aprontado no “tororó” de Anitta — sim, foi ele o responsável pela tatuagem íntima da cantora. “Escrevi a palavra love”, responde, sem dar maiores detalhes.

Desde domingo, quando a confusão da Poderosa com os sertanejos chegou ao ápice, a tattoo que fez no ânus da carioca não sai das manchetes. “Fui contratado para esse trabalho um ano e oito meses atrás. Achava que meu nome iria explodir, mas isso não aconteceu. Estou colhendo os louros só agora”, observa Maffei. “Estou digerindo as coisas. Recebi inúmeras mensagens pelas redes sociais, boas e ruins. Fui, inclusive, atacado. Falaram que eu não era artista, pois tinha feito uma tatuagem no ânus de Anitta.”

Casado e pai de uma menina de 2 anos, Maffei, que atende na Base, conta que a intenção era fazer uns desenhos delicados no corpo da cantora, mas o clima estava tão descontraído que a carioca quis ir além. “Tatuar o ânus não foi a coisa mais normal do mundo, mas levei numa boa. A ficha só caiu ao chegar em casa. No início, minha mulher ficou bolada. Hoje, ela encara bem a história. Está me apoiando, me ajudando a lidar com tudo isso. Não falei com a Anitta, mas sei que curte meu trabalho. No passado, a cantora exaltou meu profissionalismo.”

De auxiliar de pedreiro a tatuador

Maffei deu os primeiros passos nesse universo há cinco anos, quando morava na Austrália. “Na verdade, era auxiliar de pedreiro, atuava na construção civil. Aprendi a tatuar assistindo a vídeos no YouTube, nas horas vagas. Sou autodidata e usava os amigos como cobaias. Tenho até que voltar ao país para ajustar os erros”, diverte-se. “Em 2019, o negócio ficou sério e pude tirar meu sustento dessa arte.”

O gaúcho entrega que ainda não está sentindo o efeito Anitta na conta bancária. “Veio só a popularidade, mas não vi minha lista de clientes aumentar. Mas sei que isso vai mudar. Muita gente está me pedindo orçamento. Porém, tem uma galera que acha que meu serviço é caro. Não aumentei os valores. É o mesmo preço de sempre.”

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