Luciano Hang, dono da Havan, comemora um ano de prisão de Lula

JOANA CUNHA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em mais uma de suas manifestações contra a esquerda e o PT, o empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, divulgou nas redes sociais um vídeo cantando Parabéns pelo primeiro ano do ex-presidente Lula na prisão.

Como numa festa de aniversário de criança, Hang aparece usando um chapéu de cone de papelão verde e interrompe a cena em que um grupo canta Parabéns. Os coadjuvantes são pessoas usando máscaras com os rostos da ex-presidente Dilma Roussef, da ex-candidata a vice Manuela D'Ávila, dos ex-candidatos à Presidência Fernando Haddad e Guilherme Boulos, além de outras personalidades da esquerda.

Na mesa há um bolo com formato de estrela vermelha decorado com uma pequena jaula em que está guardada uma miniatura do Pixuleco, o boneco inflável do ex-presidente vestido de presidiário, que a esquerda adotou como mascote durante as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2015 e 2016. Sobre o bolo também há uma vela de foguete, como as que são usadas nos buffets infantis.

"Parem, parem", diz Hang aos convivas mascarados ao entrar na cena. E continua, olhando para a câmera: "Vocês pensavam que era uma festa de esquerdista? Mas não

…

Estamos comemorando um ano de prisão do Lula. Bandido bom é bandido preso, pessoal. Vamos comemorar?", diz o empresário, enquanto segura um garrafa de cachaça da marca 51.

Depois, Hang volta a cantar Parabéns, saltando em comemoração, e termina o vídeo com gritos de "Viva o Brasil". O dono da Havan se tornou um ícone da direita na internet com vídeos de ofensa ao PT e de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Durante a campanha presidencial, ele divulgou uma série de vídeos em que se vestia de personagens diversos como marinheiro, Papai Noel e palhaço para apoiar Bolsonaro.

Atualmente, Hang é membro movimento Brasil 200, grupo de empresários simpatizantes de Bolsonaro, liderados por Flavio Rocha (Riachuelo), que tem feito esforços em Brasília para convencer congressistas a passar a reforma da Previdência.