Luciano Hang, o 'Véio da Havan', fala que Auxílio Brasil é 'bolsa miséria'

O dono da Havan também defende a redução do alcance do Auxílio Brasil  (Getty Image)
O dono da Havan também defende a redução do alcance do Auxílio Brasil (Getty Creative) (Getty Image)
  • O Auxílio Brasil foi criticado por Luciano Hang

  • Programa é utilizado como campanha eleitoral por Bolsonaro

  • Dono da Havan é apoiador do atual presidente

Usado como um dos principais eixos da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, o Auxílio Brasil foi criticado por Luciano Hang, um dos principais apoiadores do atual presidente.

Nesta semana, o dono da Havan disse em entrevista ao jornal Valor Econômico que o programa era uma "bolsa miséria". Ele também defende a redução do alcance da medida social.

"Os mais pobres não têm que viver a vida toda de bolsa miséria", disse o empresário ao site. "Eles têm de ter a oportunidade de trabalhar e ganhar sustento", defendeu.

"A esquerda, a Dilma [Rousseff, ex-presidente] ficava feliz porque aumentou o número de dependentes do Bolsa Família [antecessor do Auxílio Brasil]. Eu acho que o governo tem que ficar feliz em arranjar oportunidade para todo mundo para reduzir a quantidade de pobres ganhando o Bolsa... Hoje é bolsa... Auxílio Brasil", alegou o empresário.

Considerado o 10° brasileiro mais rico, Hang já utilizou da ajuda do governo diversas vezes para expandir os negócios. Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento aponta que, entre 1993 e 2014, a Havan Lojas de Departamento LTDA realizou 57 empréstimos, sendo que 50 deles foram durante os governos de Lula e Dilma Rousseff. Ao todo, foram R$ 27 milhões em crédito.

Auxílio Brasil como campanha eleitoral

Jair Bolsonaro tem prometido durante a campanha eleitoral que, se for reeleito, manterá o valor do Auxílio Brasil em R$ 600 a partir de 2023.

No entanto, o atual presidente não incluiu recursos para isso em sua proposta de Orçamento da União para o ano que vem, contrariando a promessa.