Luciano Hang tem contas do Twitter e YouTube suspensas após operação da PF

Luciano Hang é dono da rede de lojas Havan e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Reprodução)
Luciano Hang é dono da rede de lojas Havan e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Reprodução)
  • Empresário já havia perdido acesso ao Instagram, Facebook e TikTok

  • Luciano Hang foi alvo de operação da Polícia Federal nesta semana

  • Ele diz estar sendo censurado

Mais duas redes sociais de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, foram suspensas. O empresário perdeu acesso ao seu canal de YouTube nesta quinta-feira (25). No Twitter ele disse que foi "censurado". "Vai vendo, Brasil!", escreveu na rede social. Em seguida, minutos depois, o empresário teve a própria conta do Twitter retida.

Suas contas do Instagram, Facebook e TikTok foram bloqueadas nesta terça-feira (23), após operação da Polícia Federal. O empresário está na lista dos investigados por supostamente apoiar um golpe de Estado.

A assessoria de imprensa do Twitter informou que o bloqueio "na conta @lucianohangbr foi para atender a uma ordem judicial do Supremo Tribunal Federal (STF)".

Em nota, Hang criticou a medida e disse que foi censurado pela Justiça. “Tenho certeza de que este era o objetivo de toda esta narrativa armada contra mim: tentar me calar. Mas sigo tranquilo, pois tenho a consciência limpa e milhões de brasileiros ao meu lado. Desde que me tornei ativista político luto pela liberdade do cidadão e por um Brasil melhor, mais próspero e justo”, disse.

Os agentes da PF cumpriram, nesta terça-feira, mandatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou não só o bloqueio dos perfis das redes sociais dos empresários investigados, como também das contas bancárias, a tomada de depoimentos e a quebra de sigilo bancário.

Durante a operação, a PF recolheu o telefone celular de Hang, que trabalhava na empresa por volta das 6h. “Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu nunca, em momento algum, falei sobre golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil”, alegou.

Ele ainda apontou que faz “parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas” e que cada um tem uma opinião diferente. “Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião”, disse. Entretanto, praticamente todos os integrantes do grupo fizeram ataques ao STF, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a pessoas ou instituições que se opõem a Jair Bolsonaro.