Luciano Huck é criticado por erros ao receber homem trans no "Caldeirão"

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Thomaz Hackman (à esquerda) participa do quadro
Thomaz Hackman (à esquerda) participa do quadro "Quem Quer Ser Um Milionário?", do "Caldeirão do Huck". Fotos: reprodução/TV Globo

Resumo da notícia

  • Luciano Huck cometeu erros em conversa com homem trans no "Caldeirão"

  • Apresentador foi criticado na web por usar termos como "orientação trans"

  • Em dois momentos, ele confundiu orientação sexual com identidade de gênero

Luciano Huck foi criticado nas redes sociais pela condução da conversa com um participante trans no quadro "Quem Quer Ser Um Milionário?", do "Caldeirão do Huck", no último sábado (17). O professor de inglês Thomaz Hackman falou sobre sua transição e os preconceitos que enfrenta no ambiente profissional, mas o apresentador demonstrou falta de conhecimento e acabou deslizando em alguns termos durante a conversa.

"Acho tão importante o que tá acontecendo aqui e o que a gente está conversando porque a 'orientação trans' carregava tantos preconceitos durante tanto tempo e a gente poder demonstrar isso e mostrar que a pessoa trans não precisa estar à margem da sociedade, pelo contrário, tem que estar inserida no mercado de trabalho, nos postos de liderança, onde quiser estar. Que bom que você se inscreveu", elogiou o apresentador.

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A expressão "orientação trans" não existe, porque a identificação de uma pessoa transgênero não diz respeito a uma orientação sexual, mas a uma identidade de gênero.

Durante a conversa, Huck se equivocou novamente ao citar seu irmão, o cineasta Fernando Grostein: "O meu irmão também é gay, e a gente aprende muito todos os dias". No entanto, Thomaz não declarou ser homossexual.

Nas redes sociais, internautas reclamaram dos erros do apresentador em um programa de TV com tanta visibilidade.

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Thomaz, que ganhou R$ 5 mil no quadro do "Caldeirão", dividiu um pouco de sua trajetória no programa e contou que teve que mudar de faculdade devido à transfobia e que perdeu oportunidades de trabalho devido ao preconceito.

"Estou em um processo de transição já faz uns 10 anos mais ou menos. Comecei a fazer entregas porque eu não conseguia emprego formal por ser uma pessoa trans. Falavam isso diretamente para mim", declarou ele, que fundou o projeto coletivo TransEntrega para incluir pessoas com experiências parecidas.

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