Luciano Huck relata em livro acidente do filho: "Vi Angélica se jogar no chão, entre gritos e lágrimas"

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Apresentador posou com a família (Foto: Reprodução/Instagram)
Apresentador posou com a família (Foto: Reprodução/Instagram)

Luciano Huck, que completa 50 anos nesta sexta-feira, resolveu relatar, com detalhes, o momento de maior dor que ele e Angélica sentiram, quando o filho Benício, então com 11 anos, sofreu um grave acidente na cabeça, em junho de 2019. No recém-lançado "De porta em porta", o apresentador revive o episódio, segundo ele, mais "aflitivo e aterrorizante" no capítulo "mais doloroso" do livro.

A família passava férias na Costa Verde quando o filho do meio do casal praticava wakeboard (esporte aquático em que a pessoa se equilibra numa prancha e é puxado por uma lancha ou jet ski). Benício caiu e teve a cabeça atingida pela própria prancha. Como estava sem capacete, teve um traumatismo craniano e precisou ser operado às pressas.

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"Como pais, Angélica e eu vivemos nossas horas de maior angústia e dor. (...) Essas lembranças ainda latejam e doem. (...) A queda de Beni instaurou o horror súbito", desabafa Huck no livro.
Ele lembra o momento em que viu o filho do meio com a cabeça toda enfaixada, os olhos cerrados, depois de mais de seis horas de uma delicada cirurgia no crânio.

"Angélica e eu ao lado da cama, destruídos, sem chão, sem rumo. (...) Vi minha mulher, a fortaleza da família, ajoelhada e rezando por mais de cinco horas sem parar. Vi uma mãe se jogar no chão de desespero, entre gritos e lágrimas, na porta de um centro cirúrgico. Senti minha vida perder o sentido em meio a tanto medo", escreveu.

O apresentador lembra que não existia sinal de celular naquela região, mas por conta de uma "força divina", o dele funcionou para que ligasse para o piloto de helicóptero que estava no Rio e fosse buscar Benício e levá-lo ao hospital a tempo.

"Naquele momento, mais do que tudo, só queria estar no lugar do meu filho. Trocaria minha existência no mundo pela garantia de que ele estivesse bem, sem nem pensar duas vezes. (...). Dizem que é na fraqueza que reconhecemos a nossa força. Hoje, amadurecido por fatos que não escolhi enfrentar, digo que é isso mesmo. (...). Posso dizer, sem medo de errar, que o homem que sou, o Luciano que tem andado por aí, se sente melhor que o Luciano de ontem, graças a essas doses cavalares de espiritualidade."

 

 

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