Lucro da Caixa cai 37,5% em 2020, e banco amplia reserva para risco de calote

Geralda Doca
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BRASÍLIA — A Caixa Econômica Federal registrou no quarto trimestre de 2020 lucro líquido de R$ 5,671 bilhões. O resultado representa alta em relação ao terceiro trimestre e ao mesmo período de 2019. No entanto, no acumulado do ano, o lucro do banco caiu 37,5% para R$ 13,169 bilhões, contra R$ 21,057 bilhões.

Os detalhes do balanço serão apresentados pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, na tarde desta quinta-feira.

Segundo dados do balanço, apesar do aumento nas operações de crédito, as receitas da Caixa com tarifas caíram 13% no ano passado, de R$ 23,5 bilhões para R$ 27 bilhões. O resultado das operações de tesouraria também recuou 34,7%, para R$ 28,6 bilhões.

Já as despesas administrativas da Caixa subiram 5,1% com o pagamento do auxílio emergencial. E a provisão para calotes teve alta de 3,4%, passando de R$ 10,765 bilhões no fim de 2019 para R$ 11,135 bilhões em 2020.

No quarto trimestre de 2020, as operações de crédito foram impulsionadas pelo aumento nos financiamentos habitacionais, que representam mais da metade da carteira da Caixa e empréstimos para as empresas, sobretudo micro e pequenas empresas (Pronampe), linha especial de apoio ao setor durante a crise.

No ano, a carteira de crédito total do banco atingiu R$ 787,422 bilhões – alta de 13,5% em relação a 2019. Os empréstimos para as empresas subiram 83,7%, de R$ 38,623 bilhões para R$ 70,942 bilhões. A alta no crédito habitacional foi de 9,8%.

Com a suspensão do pagamento de dívidas, uma das medidas anunciadas pela Caixa para aliviar o orçamento das famílias e empresas na crise e campanha de regularização de dívidas, a taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou 1,73%, redução de 0,44 ponto percentual.

O retorno sobre o patrimônio líquido registrou 15,18% em 2020. Na análise do balanço, a Caixa cita os efeitos da Covid-19 e alta da inflação, com efeitos na atividade econômica e no orçamento das famílias.