Ludmilla pede ação no 'BBB 22': 'Eles estão pisando em ovos, não estão vivendo de verdade'

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Experimente perguntar a Ludmilla sobre o que ela achou da cara de paisagem com que sua mulher, a dançarina Brunna Gonçalves, foi flagrada ao presenciar os colegas de “BBB 22” Rodrigo e Vinicius tecendo embevecidos comentários sobre Anitta — a conhecida rival de Lud.

— Eu tô muito ansiosa com o lançamento do “Numanice #2”! — desconversa sem a menor cerimônia essa artista surgida de grande sucesso no funk e no pop, que na quarta-feira à noite soltou no streaming o segundo volume de seu bem-sucedido projeto de samba.

Primeira cantora negra da América Latina a alcançar mais de 1 bilhão de streams somente no Spotify – isso, sem falar nos mais de 2 bilhões de views no Youtube –, Ludmilla assumiu todos os riscos ao resolver lançar o primeiro volume de “Numanice” em abril de 2020, bem no começo da pandemia de Covid-19. Era a forma de celebrar, no isolamento, o seu aniversário de 25 anos – mesmo que com uma música que pedia a rua e as aglomerações. Não demorou para que a cantora percebesse ter sido essa uma das decisões mais acertadas de sua carreira.

— Quando pesquisei na internet pelo meu nome, para ver o que a galera estava falando sobre mim, vi que o pessoal só falava do “Numanice”, de pagode. O pessoal ouvia o disco em casa, na rua, nas baladas... ele pegou na veia! — entusiasma-se ela, que ano passado voltou ao streaming com uma versão ao vivo do álbum. — Esse foi um projeto que pegou todas as idades. Hoje tem criança, jovens, senhoras, todo mundo cantando as músicas. Não esperava coisa desse tamanho. Quando enfim subi ao palco no Rio de Janeiro, com todos os ingressos vendidos, foi inesquecível.

Ludmilla ansiava por saber como seu trabalho seria recebido pelo samba – um mundo no qual ela vivia desde criança, embora o funk tenha sido o primeiro a acolhê-la como artista.

— É complicado, ainda mais sendo uma mulher nesse terreno dominado pelos homens. Mas fui muito bem aceita, porque conheço a galera do pagode e conheço a história do samba. Eles sabem que não é modinha, sabem que o samba é a minha verdade, a minha raiz — diz.

Assim como no volume 1, em “Numanice #2” Ludmilla traz músicas que falam do amor de uma mulher por outra (“por mais que não seja tão fácil de falar para todas as famílias, as pessoas estão aí se amando e declarando seus amores”, explica a cantora). E duas delas foram feitas para e mulher: “Maldivas” (composta na viagem que as duas fizeram numa tardia lua-de-mel, em novembro de 2020) e “212”, feita na dor da saudade, poucos dias depois de Brunna ter entrado no “BBB 22”, quando Lud detectou um fiapo de perfume da amada ainda circulando pela casa.

— Cara, está sendo muito difícil ficar sem a Brunna, a gente é muito grudada. Nos primeiros dias eu fiquei bem apavorada, não consegui controlar o que estava sentindo. E botei isso em forma de música. Agora vejo que ela está com saudade, mas está feliz, esse era o sonho dela — derrete-se. — Graças a Deus a Brunna é uma pessoa de muito caráter. A toda hora ela fala que é casada e sabe se portar como uma mulher casada. Não tenho nada do que reclamar dela. Mas tem gente na casa que sabe que ela é casada e fica perguntando se ela é ou não... isso me incomoda. Se ela fosse casada com um homem, claro que ia ser diferente. É uma falta de respeito!

Como público, porém, Ludmilla diz preferir ver um “BBB” de treta do que um de paz e amor.

— Está faltando o Boninho entrar em ação. Quero que eles vivam o jogo, mas eles não estão querendo fazer nada. Eles estão pisando em ovos, não estão vivendo de verdade! — indigna-se a cantora, mesmo sabendo que a confusão pode sempre respingar para o lado de Brunna. — Ela entrou lá sabendo que aquilo era um jogo, e eu sabendo que ela sabia. É sempre difícil, mas estou aqui para apoiar ela.

Disco de 10 anos de carreira

Apesar dos muitos pesares, 2021 foi um ano pleno de realizações, reconhece Ludmilla.

— Foi o ano em que eu virei minha própria empresária, o ano em que eu me permiti cantar o pagode que eu sempre quis... foi um ano de desenhar as coisas — conta ela, cheia de planos para 2022. — Quero ter uma saúde melhor, cuidar mais do corpo e da mente, fazer mais músicas. E lançar o meu álbum de 10 anos de carreira.

Sim, lá se vai quase uma década desde que a menina Ludmilla Oliveira da Silva, de Duque de Caxias (na Baixada Fluminense), estourou no YouTube com o funk “Fala mal de mim”, ainda com o nome artístico de Mc Beyoncé. Este ano, ela quer celebrar o aniversário redondo com um álbum pop, cheio de participações estrangeiras. Em 2021, ela passou dois meses em Los Angeles e gravou algumas faixas com produtores e compositores da estrela Ariana Grande.

— Não tenho nada planejado em termos de carreira nos Estados Unidos, o que eu queria era trazer esses beats e aquelas melodias para o Brasil — diz a cantora, que na segunda-feira volta à telinha na sua segunda temporada como jurada do programa “The Voice+”, da TV Globo (desta vez, ao lado da Fafá de Belém, Toni Garrido e Carlinhos Brown). — Eu me dediquei muito a entender esse universo [dos cantores com mais de 60 anos de idade]. A Fafá até me ajudou com uma playlist, porque a galera que vai lá cantar manda umas músicas mais antigas que eu nunca tinha ouvido. Depois eu mostrei uns funks para ela!

Dois mil e vinte e dois também será o ano em que se poderá apreciar a Ludmilla atriz na nova temporada da série “Arcanjo renegado” (a ser exibida no meio do ano). Ela é Diana, uma policial.

— Sempre quis interpretar uma policial ou uma bandida em uma série ou um filme. Quando o convite chegou, eu não pensei duas vezes e fiz umas aulinhas de teatro para dar vida à Diana. Ela é uma policial casca grossa, que perdeu o marido mas no fundo é sentimental — adianta Lud, que no fim de 2021 fez uma ponta como namorada da personagem de Thaila Ayala (com direito a beijo quente) em “Moscow” – filme do diretor Mess Santos, que estreou na Amazon Prime em novembro.

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