Ludmilla rebate críticas machistas e cobra representatividade feminina em projeto de rap

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Ludmilla não se calou diante das críticas recebidas por participar da décima edição do ''Poesia acústica'', projeto de rap que será lançado nas plataformas digitais na próxima sexta-feira. Nas redes sociais, internautas alegaram que haviam artistas femininas com mais relevância no rap que poderiam participar da atração, e Ludmilla rebateu que o ideal seria que houvessem mais mulheres no evento gravado em outubro no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Ao todo, oito artistas participam do ''Poesia 10''.

'''Por que não botou fulana no lugar dela?'. Na verdade, a pergunta deveria ser: 'Por que só tem uma mulher?' Mas ainda bem que dia 20 é logo ali e eu não sou muito boa em falar e sim em fazer, então apenas aguardem'', escreveu a funkeira no Twitter.

A cantora também demonstrou insatisfação com as mulheres que criticaram sua presença no ''Poesia'', sugerindo mais sororidade. ''A única mulher no meio de vários homens e tem mulher querendo condenar a minha participação no 'Poesia'. Eu sou a única mulher ali no meio de vários homens e em vez de me apoiarem estão me subestimando'', desabafou a artista.

Ludmilla ainda retuitou uma publicação que pedia a substituição de um homem para maior representação feminina. ''É disso que eu tô falando! Acordem pra vida!", pediu ela.

A funkeira completou a série de tuítes com um desabafo preocupante. ''Quem trabalha com público deveria ter auxílio psiquiatra'', escreveu na manhã desta terça-feira.

Criado em 2017, o projeto da Pineaple Storm apresenta o rap de batalha de forma acústica e em rimas românticas. Além de Ludmilla, participam desta edição Pk, Orochi, Delacruz, BK, Jaya Luuck, Black e Cabelinho.