Bolsonaro 'não é louco de mentir', diz deputado que revelou 'caso Covaxin'

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Foto: REUTERS/Adriano Machado
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  • Deputado voltou a sugerir que teria provas de encontro com o presidente

  • Ele e o irmão deram informações sobre a irregularidades em depoimento à CPI da Covid

  • Escândalo envolveria superfaturamento de vacina indiana Covaxin

Luis Miranda (DEM-DF), afirmou nessa segunda-feira (28), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "não é maluco de mentir" sobre a conversa que tiveram sobre a denúncia envolvendo a vacina indiana Covaxin

Miranda sugeriu novamente que haveria uma gravação do encontro com o presidente e afirmou que pode "acabar com a vida política" de Bolsonaro, caso ele minta sobre o ocorrido. 

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“Meu irmão falou do contrato, da nota fiscal do pagamento adiantado de 45 milhões de dólares. Meu irmão tinha a LI [licença de importação]. Ora, se uma empresa emite uma nota fiscal para pagamento a vista e meu irmão emite a LI, a LI viria em desconforme com o contrato, porque o contrato estaria dizendo que o pagamento era pós-pago, e a LI diria que era pré-pago. E, assim, a empresa receberia 45 milhões de dólares", afirmou o deputado que depôs na CPI da Covid na última sexta-feira (25),

Pode haver fraude 'muito maior'

Foto: AP Photo/Anupam Nath
Foto: AP Photo/Anupam Nath

Após revelações de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin em seu depoimento à CPI da Covid, o deputado Luis Miranda disse no domingo (27) que a corrupção dentro do Ministério da Saúde pode ser “muito maior”.

Ele disse que seu irmão Luis Ricardo Miranda, que é servidor do ministério e atua na área de importação de insumos, encontrou indícios de uma operação “100% fraudulenta” na compra de testes de Covid-19. As revelações foram feitas em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

“Se existir algo realmente ilegal, não é só nessa vacina [Covaxin], é na pasta toda. O presidente [Jair Bolsonaro] demonstra claramente que não tem controle sobre essa pasta. Tem muita coisa que dá pra puxar e investigar, e descobrir algo em outra situação que vai ligar diretamente com a Covaxin. É o mesmo grupo [de pessoas dentro do ministério]”, disse o deputado ao jornal. 

Miranda sustenta que o esquema pode envolver outras nações. “Pelo que vejo aqui, é procedimento totalmente usando a Opas [Organização Pan-Americana de Saúde] para fazer a jogada, com dinheiro do Banco Mundial. Querem fazer uma compra gigantesca, altamente desnecessária”, alertou o parlamentar.

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