Barroso, do STF, é xingado e seguido por bolsonaristas em Santa Catarina

Ministro Luis Barroso, do STF, foi ofendido por bolsonaristas enquanto jantava - Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
Ministro Luis Barroso, do STF, foi ofendido por bolsonaristas enquanto jantava - Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso precisou de escolta para deixar um restaurante na noite desta quinta-feira (4), em Porto Belo, Litoral Norte de Santa Catarina. O magistrado estava jantando no bairro Perequê quando foi avistado por um grupo de manifestantes bolsonaristas que se reuniram em torno do estabelecimento e para xingar o ministro.

Segundo testemunhas ouvidas pelo portal Metrópoles, os protestantes seguiram Barroso até o local onde ele se hospedava. Por isso, a Polícia Militar foi acionada para ajudar a equipe de segurança do STF a escoltar o magistrado até o imóvel.

Um vídeo mostra os bolsonaristas xingando Barroso de “vagabundo”. Contudo, de acordo com a PM, a manifestação foi “pacífica e ordeira” e o ministro teria deixado o restaurante “sem nenhum tipo de conflito mais grave”. Ainda segundo os policiais, o ministro não registrou boletim de ocorrência. Ninguém foi preso.

Após o ocorrido, o STF se manifestou por nota informando que Barroso estava na cidade para um compromisso pessoal e jantava com amigos quando começou a manifestação. De acordo com o texto, o ministro optou por retirar-se do local para “não causar transtornos aos demais clientes”.

Depois disso, um grupo teria identificado o local onde o magistrado se hospedava e começou a “convocar outras pessoas para o local, fazendo ruído perturbador para toda a vizinhança e paralisando a circulação das ruas”.

“A manifestação ameaçava fugir ao controle e tornar-se violenta, tendo a segurança aventado o uso de força policial para dispersar a aglomeração. Diante disso, o ministro, em respeito à vizinhança e para evitar confronto entre polícia e manifestantes, retirou-se do local”, diz o texto.

Ainda de acordo com informações da Corte, “não houve proximidade física ou agressão”, nem “qualquer registro de dano patrimonial”.

“A democracia comporta manifestações pacíficas de inconformismo, mas impõe a todos os cidadãos o respeito ao resultado das urnas. O desrespeito às instituições e às pessoas, assim como as ameaças de violência, não fazem bem a nenhuma causa e atrasam o país, que precisa de ordem e paz para progredir”, conclui o STF.