Luisa Arraes lembra participação inusitada em filme e fala da relação com os filhos de Caio Blat

No ar em "Cine Holliúdy" (TV Globo), Luisa Arraes lembrou, num podcast, que uma das suas primeiras aparições num produto do audiovisual foi em "O Auto da Compadecida", de 2000. A filha de Virginia Cavendish (que interpreta Rosinha no longa) e de Guel Arraes (diretor) tinha 5 anos na época da filmagem.

— Eu fiz uma figuração, mas ainda era uma criança. Se você para na cena do parque, em que o (personagem) do Selton (Mello) está dando um confeito para a minha mãe, lá no fundo eu estou sentada num lugar. Se você der pause e zoom na tela, você vai ver — recorda-se a jovem, em entrevista ao "Calcinha larga", do Spotify.

Em breve, Luisa aparecerá em "Transe", filme dirigido por Carolina Jabor e Anne Pinheiro Guimarães. Na entrevista, a atriz diz que sua carreira na interpretação aconteceu porque, desde cedo, enxergava a arte como uma profissão:

— Como minha mãe é atriz e meu pai é diretor, eu sempre achei que essas coisas eram profissões. É algo que, se você não nasce no meio artístico, até você conseguir entender e provar que podem ser profissões, é um caminho mais difícil tirar o preconceito da cabeça. À medida que eu vivi ali e vi que isso poderia ser uma profissão, comecei a considerar isso como sendo a minha. Mas eu fiz faculdade de Letras para dizer: "Ó, estou trabalhando aqui mas também tenho uma carreira acadêmica". Tem que ter outras coisas para jogar nas 11. Não tem jeito.

Trabalho e família vivem se misturando na vida da carioca. Casada há cinco anos com Caio Blat, Luisa já trabalhou com eles em séries como "Amor e sorte" (Globoplay) e convive com um dos filhos do ator: Bento, de 12 anos, dele com a atriz e diretora Maria Ribeiro. O artista também é pai de Antônio, de 19 anos, do relacionamento com a cantora Ana Ariel.

— As pessoas me perguntam: "Ah, você tem vontade de ter filho?" E eu penso: "Meio difícil". Você vê a ralação que é, né? É um crossfit. É a primeira vez que eu sou madrasta. É uma relação superdifícil, assim... Eu o conheci quando ele tinha 7. Agora é bem mais fácil, está moleza.Eu queria parir uma pessoa de 12 anos. Porque aí você já bate um papo, já vê o mesmo filme... Agora foi, para mim. Eu sou muito respeitada — diz a artista, de 29 anos. — Eu tive madrasta, tive padrasto, tive tudo. E eu fico vendo a relação que eu tive com a minha madrasta e a que ele tem comigo... Aliás, o Alejandro Zambra, que é um autor que eu amo, ele fala muito dessa relação de padrasto com enteada, com enteado. Todos os livros dele falam muito dessa relação. Me emociona. Não porque eu sou. Talvez porque eu tive. Tem uma relação de amor, mas de muito respeito. Às vezes é chato e às vezes é legal. Tem essa parada: eles não gritam comigo. Gritam com o pai, gritam com a mãe, mas comigo não gritam.