Lula é criticado por agradecer a ex-vereador acusado de tentativa de homicídio

*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09/07/2022 - Evento de pré-campanha de Lula, com a presença de Geraldo Alckmin, Fernanda Haddad e Marcio França. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 09/07/2022 - Evento de pré-campanha de Lula, com a presença de Geraldo Alckmin, Fernanda Haddad e Marcio França. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sendo criticado por bolsonaristas nas redes sociais após agradecer ao ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do PT, em seu discurso em ato com apoiadores em Diadema, São Paulo, neste sábado (9).

Maninho é réu junto com o filho sob a acusação de tentativa de homicídio qualificado contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, empurrado na rua em 2018.

"Esse companheiro Maninho, por me defender, ele ficou preso sete meses [...], porque resolveu não permitir que um cara ficasse me xingando na porta do instituto [Lula]", disse. Segundo ele, o correligionário estava no local do evento.

"Então, Maninho, eu quero em teu nome agradecer a toda solidariedade do povo de Diadema. Porque foi o Maninho e o filho dele que tiveram nessa batalha. Obrigado, Maninho. Essa dívida que eu tenho com você, jamais a gente pode pagar em dinheiro, a gente vai pagar em solidariedade, em companheirismo", continuou Lula.

Bolsonaristas criticaram a defesa feita por Lula e lembraram nas redes que a agressão provocou traumatismo craniano na vítima.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), compartilhou vídeo da fala de Lula em seu perfil no Twitter. "Maninho do PT, é aquele que, juntamente com o filho, quase matou um empresário que bateu a cabeça num caminhão", escreveu.

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) disse que Lula "elogia a barbárie, incentiva o crime". "Essa imagem não pode sair da sua lembrança. É esse tipo de fotografia que Lula quer para seu país", afirmou nas redes.

Outro a se manifestar foi Filipe Martins, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, que chamou Lula de "psicopata".

O influenciador conservador Leandro Ruschel também criticou a fala de Lula afirmando que ela é "o apito para sua militância ser violenta". "Esse é o 'democrata' da militância de redação", escreveu nas redes.

O caso a que o ex-presidente se referiu aconteceu diante da sede do Instituto Lula, na capital paulista, no dia em que o então juiz Sergio Moro decretou a prisão do ex-presidente após a condenação em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá.

Bettoni insultou o na época senador petista Lindbergh Farias e foi empurrado, bateu a cabeça no para-choque de um caminhão e caiu no meio da rua, sofrendo traumatismo craniano.

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