Lula é passado, e Bolsonaro estendeu a mão a Pernambuco, diz Anderson Ferreira

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SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - O pré-candidato ao governo de Pernambuco Anderson Ferreira (PL) afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é passado e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) estendeu a mão aos pernambucanos e fez investimentos históricos no estado durante o seu mandato.

Em sabatina à Folha de S.Paulo e ao UOL, o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes minimizou a popularidade do petista no Nordeste e disse que sente orgulho de liderar o palanque de Bolsonaro no estado.

"O povo pernambucano é um povo que tem uma história de gratidão. Lula é passado no estado de Pernambuco, deu sua contribuição. Mas o presidente Bolsonaro estendeu a mão a nosso estado e investiu em nosso estado o que nenhum presidente investiu", afirmou.

Ele elencou obras como a transposição do rio São Francisco, iniciada no governo Lula, e a criação do auxílio emergencial durante a pandemia como feitos do presidente. E disse acreditar que Bolsonaro será reconhecido pelos seus feitos nas eleições de outubro.

"Isso vai ser dito durante a campanha. Vai ser uma forma de esclarecer a população todos os avanços que foram feitos na gestão Bolsonaro. E vale salientar: no pior momento para se governador um país", disse Ferreira, destacando que o presidente enfrentou mais de dois anos da pandemia da Covid-19.

Anderson Ferreira ainda disse que tem diferenças com Bolsonaro, mas tem um perfil próximo ao do presidente por ser evangélico e ter como bandeira a valorização da família.

"Temos CPF diferente, mas temos um alinhamento de bandeiras e valores", disse o pré-candidato, acrescentando que o presidente "herdou um governo falido" e é perseguido pela imprensa e pelo Judiciário.

Questionado sobre os ataques do presidente contra o sistema eleitoral, Ferreira disse que "confia desconfiando" nas urnas eletrônicas.

O pré-candidato também fez críticas ao governo Paulo Câmara (PSB), a quem classificou como pior governador da história de Pernambuco.

Disse que o partido que governa o estado há 15 anos presta um desserviço a Pernambuco e que apresenta resultados que envergonham os pernambucanos. E defendeu uma oxigenação na gestão do estado com um novo modelo de governança.

Ferreira ainda acusou o PSB de viver uma crise de identidade, ao adotar um discurso antipetista na eleição municipal de 2020 e dois anos depois se unir ao ex-presidente Lula. Também lembrou que o deputado federal Danilo Cabral (PSB), pré-candidato ao governo, votou a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

Ao ser questionado sobre o apoio dado à Marília Arraes no segundo turno da eleição de 2020 no Recife, quando esta ainda estava no PT, Ferreira disse que a escolha era entre dois candidatos de esquerda e que apoiou a petista "para virar a chave" da gestão municipal: "Não apoiei o PT, apoiei Marília".

Ferreira criticou a política da segurança pública da gestão Paulo Câmara, disse que a tropa está desmotivada, a frota de veículos sucateada e que o governo trava a ascensão salarial dos policiais.

"Isso precisa ser revisto. Nós temos o compromisso de incentivar, motivar, aparelhar o nosso policial. E o dever desse policial no nosso governo é chegar em casa vivo para cuidar da sua família", disse.

Ele prometeu acabar com faixas salariais e disse que o estado estará mais próximos aos municípios para construir soluções para o combate à violência. E defendeu o porte e posse de armas aos cidadãos : "A gente não pode penalizar o cidadão de ter o direito de defender a sua família".

Anderson Ferreira foi questionado sobre as chuvas que deixaram 129 mortos nas últimas semanas em Pernambuco, parte delas em Jaboatão dos Guararapes, cidade governada por ele de 2017 a março deste ano. O pré-candidato do PL disse que as chuvas caíram em um volume que não acontecia desde 1975 e que não se pode apontar culpados.

"A gente não pode achar culpados em um momento de uma tragédia como essa. O que ocorreu não ocorre há 47 anos", disse o ex-prefeito.

Ele ainda disse que Jaboatão tem mais de 16 mil pontos de risco e cerca de 300 mil pessoas vivendo em morros. Destacou que sua gestão fez um investimento de R$ 24 milhões em contenção de encostas, mas disse que este é um problema "que não se resolve em um estalar de dedos".

Na sabatina, o pré-candidato também ressaltou o seu trabalho como prefeito de Jaboatão dos Guararapes, segunda maior cidade de Pernambuco, com cerca de 700 mil habitantes. Disse que os cincos anos de sua gestão marcaram uma virada de décadas de más administrações na cidade.

"A gente conseguiu virar uma chave, mostrar que era possível, sim, diante de um cenário tão adverso, ter um governo de entregas, um governo que teve o reconhecimento da população."

A possível federalização do arquipélago de Fernando de Noronha, que pertence ao estado de Pernambuco, também foi discutido na sabatina.

A AGU (Advocacia-Geral da União) iniciou uma disputa judicial no STF (Supremo Tribunal Federal) com Pernambuco para que seja declarado o domínio federal sobre o arquipélago. Segundo o órgão federal, o estado descumpriu o contrato de cessão de uso em condições especiais da ilha de Noronha.

Anderson Ferreira chamou de "fake news" a possível federalização do arquipélago, disse que é um patrimônio de Pernambuco e que Bolsonaro apenas requereu o cumprimento do contrato de cessão de uso da ilha.

"Fernando de Noronha virou a ilha dos amigos do rei do governo do PSB. [...] A autonomia é de Pernambuco sim, mas [o governo do estado] precisa levar um puxão de orelha. O que houve foi isso", afirmou o pré-candidato.

A série de sabatinas com pré-candidatos ao Governo de Pernambuco é promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL e começou nesta segunda-feira (6) com Marília Arraes.

Também foram ouvidos o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), o deputado federal Danilo Cabral (PSB) a ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) e o historiador Jones Manoel (PCB).

Também está confirmada para esta sexta (10), às 16h, a sabatina com o advogado e pré-candidato ao governo do PSOL, João Arnaldo

A sabatina foi conduzida por Fabíola Cidral e pelos jornalistas Carlos Madeiro, do UOL, e José Matheus Santos, da Folha de S.Paulo.

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