Lula acusa Bolsonaro de usurpar 7 de Setembro e usar data como “coisa pessoal”

Para Lula, Bolsonaro está “usurpando” a data de 7 de Setembro e tratando-a como “coisa pessoal”. (Foto: Paulo Lopes/Anadolu Agency via Getty Images)
Para Lula, Bolsonaro está “usurpando” a data de 7 de Setembro e tratando-a como “coisa pessoal”. (Foto: Paulo Lopes/Anadolu Agency via Getty Images)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (6), o uso do Dia da Independência pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

Segundo o petista, o atual mandatário está “usurpando” a data e tratando-a como “coisa pessoal” dele, tirando a comemoração que é de interesse dos brasileiros.

“De um lado temos um candidato que está no cargo tentando utilizar a máquina pública, inclusive agora usurpando o 7 de setembro do povo brasileiro para ser uma coisa pessoal dele. Tratando o 7 de setembro como se fosse uma coisa dele, quando, na verdade, é a comemoração de uma festa de interesse de 215 milhões de brasileiros, porque afinal de contas é a independência do nosso país”, disse o candidato durante reunião com representantes dos partidos que o apoiam.

Lula afirmou que Bolsonaro poderia ter tido a “grandeza” de fazer uma “grande festa”, mas preferiu usar o evento a favor dele próprio.

“Mas ele resolveu fazer para ele. Ele já disse as ‘minhas Forças Armadas’ e agora está dizendo a ‘minha Independência’. É triste, mas é isso”, completou.

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Um “tiquinho” para vencer no 1º turno

Durante o evento, Lula destacou ver essa como a primeira eleição em que ele tem mais chances de ganhar ainda no primeiro turno. Falta só um “tiquinho”, disse.

“De todas as eleições que participei, nunca tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nestas. A gente não tem que ter vergonha de dizer isso. Se o cara que tem 1% quer ir para o segundo turno, por que não podemos querer ganhar no primeiro turno, se falta apenas um tiquinho, um tiquinho. Quanto falta para chegar lá? Tem hora que é 5%, hora, que é 4%, tem hora que é 3%”, apontou.

O ex-presidente também falou sobre os ataques feitos pelos demais adversários e disse que eles ocorrem pelo medo dos demais candidatos de que Lula vença no primeiro turno.

“Eles estão convencidos que se a gente continuar trabalhando, do jeito que estamos trabalhando, a gente pode definir essas eleições no primeiro turno. Se por acaso o povo não quiser primeiro turno, nós vamos ganhar também no segundo turno”, garantiu.

Adiante, o petista disse que, se os adversários com 5% e 8% das intenções mantêm a esperança de ir ao segundo turno, ele pode querer vencer a disputa ainda no primeiro.

“Por que quem tem 45% não pode sonhar apenas com mais cinco pontos?”, questionou.

“A gente não tem que ter vergonha de dizer que quer ganhar no primeiro turno”, completou Lula.