Lula amplia dispensa de militares e tira mais 9 do GSI

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 18.01.2023 - O presidente Lula participa de encontro com representantes de centrais sindicais. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 18.01.2023 - O presidente Lula participa de encontro com representantes de centrais sindicais. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dispensou nesta quinta-feira (19) mais nove militares do Gabinete de Segurança Institucional, dando sequência à série de trocas no órgão, em particular após a manifestação golpista.

As novas dispensas foram publicadas no Diário Oficial da União.

O presidente tem intensificado a dispensa de militares que trabalham no Palácio do Planalto desde a sua posse, mas esse processo se intensificou após a manifestação golpista de domingo (8). Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avançaram sobre as forças de segurança e invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Lula já havia manifestado desconfiança com o GSI, apesar de ter nomeado para o órgão um homem de sua confiança, o general Gonçalves Dias. Por isso transferiu a responsabilidade por sua segurança para a Polícia Federal.

Após a manifestação golpista, o presidente externou em diversos momentos a sua desconfiança. Em entrevista à Globonews, afirmou que a inteligência do governo federal "não existiu" às vésperas do ato.

Tanto a pasta quanto o seu novo ministro, general Gonçalves Dias, viraram alvo de críticas de integrantes do governo que apontaram morosidade do órgão diante do vandalismo de bolsonaristas.

Diante disso, o GSI determinou o aumento do efetivo de agentes que atuam na proteção do Palácio do Planalto. Deve também comprar e modernizar câmeras de vigilância, adquirindo inclusive aparelhos com reconhecimento facial.

Cabe ao CMP (Comando Militar do Planalto), ligado ao Exército, realizar a segurança dos prédios da Presidência. Há dois batalhões disponíveis em Brasília e outros no entorno, que podem ser acionados a depender da demanda.

Nos últimos anos, o GSI tornou-se cada vez mais associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou para o órgão o general Augusto Heleno, crítico voraz de Lula.

Dos noves agentes do GSI dispensados nesta quinta-feira (19), seis deles atuavam no escritório de representação, da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI.

Também foram nomeados três militares para o GSI. Dois deles para o departamento de gestão do órgão e outro para a Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial —mais ligada à segurança dos prédios presidenciais.

Nesta quarta-feira (18), Lula já havia dispensado outros 13 agentes do GSI. Dentre eles, são eram da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial. O segundo sargento da Aeronáutica Bruno Dias Maia Faria, secretário, também está entre os dispensados. Os demais são assistentes e supervisores.

Essa leva de dispensas já havia sido publicada no Diário Oficial da União um dia após o Planalto ter dispensado 40 militares que trabalhavam no Palácio da Alvorada —além de outros fardados de áreas diversas do governo.