Lula anuncia ministros nesta semana? Veja o que se sabe

Lula também deve focar na aprovação da PEC da Transição (REUTERS/Rodrigo Antunes)
Lula também deve focar na aprovação da PEC da Transição

(REUTERS/Rodrigo Antunes)

  • Lula é esperado em Brasília nesta terça-feira (22);

  • Presidente eleito deve começar a montar seu governo;

  • Expectativa é de que ele anuncie os nomes de alguns ministros e defina estruturas dos ministérios.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é esperado em Brasília nesta terça-feira (22) para começar, de fato, a montagem de seu governo. Desde o segundo turno, o petista permaneceu apenas dois dias na cidade e esta deve ser sua maior estadia até então, sem previsão sobre quanto tempo irá durar.

Conforme apurado pelo blog do Noblat, do Metrópoles, Lula está com a agenda cheia e deve participar de uma série de reuniões no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem os trabalhos da transição. Há a expectativa, inclusive, de que ele anuncie os nomes de seus primeiros ministros.

Apesar da pressão para divulgar o quanto antes quem serão comandantes dos ministérios, Lula alertou aliados, no começo de novembro, que pensava em anunciá-los apenas em dezembro. No entanto, as especulações de uma data mais próxima continuam e não é descartada a hipótese de uma antecipação.

O petista deve ainda analisar os relatos da equipe de transição para encaminhar questões sobre quantos ministérios seu governo terá e se irá desmembrar o Ministério da Justiça para criar o Ministério da Segurança Pública.

Nestes próximos dias em Brasília, o presidente eleito também deve focar parte de sua atenção na PEC da Transição, criada para abrir espaço no Orçamento 2023 e viabilizar programas sociais prometidos em campanha. A proposta entrará em pauta nas reuniões de Lula com os comandantes do Congresso e com membros de partidos que o ajudaram a se eleger.

Ao mesmo tempo, ele pretende dar atenção a tratativas para buscar outros apoios, como do União Brasil.

Para que serve a PEC da Transição

O governo Lula terá que gastar mais dinheiro do que o previsto no Orçamento feito pelo governo Jair Bolsonaro (PL). Mas a regra do teto de gastos determina que não é permitido desembolsar valores maiores que os usados no ano anterior, corrigidos pela inflação.

O objetivo da PEC, portanto, é fazer uma alteração na Constituição para que algumas despesas – como o pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil, que voltará a ser chamado de Bolsa Família – não entrem na conta do teto.

Assim, os gastos são feitos, mas sem cometer irregularidades.